Este livro é antes de tudo, uma homenagem a uma escritora que nunca será esquecida e que nunca se deixará esquecer: Jane Austen, a qual pode ser considerada a autora inglesa mais influente depois de William Shakespeare. Os livros de Austen são fonte de amor e admiração por todo o mundo e por diferentes gerações. Mas o objetivo aqui é mostrar a riqueza de vida presente em uma obra específica: o livro "Orgulho e Preconceito". Lembro da primeira vez que segurei esse livro nas mãos. Eu tinha 12 anos. O livro era pequeno, com capa creme, uma moça de vestido roxo na capa com os cabelos aos ventos e escrito em letras garrafais: ORGULHO E PRECONCEITO. Traduzido e adaptado por Paulo Mendes Campos, que só muito tempo depois eu fui descobrir quem era. Ninguém me indicou o livro, ele estava jogado em uma pilha de romances velhos de uma vizinha da minha madrinha e foi atração à primeira vista. Peguei emprestado para nunca mais devolver. Todo ano, eu lia o livro de novo e de novo, nos intervalos de leituras pesadas ou leves, ou enquanto aguardava o próximo Harry Potter. Até hoje, cada vez que leio esse livro, me apaixono mais por Darcy, desejo mais ser como Elizabeth ou ter a pureza de Jane. E é claro, tenho mais vontade de dar uns tapas em Lydia e em Wickham.

