O que é mercadoria (Coleção Primeiros Passos #123) -

    Liliana Petrilli Segnini

    Brasiliense
    1984
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-10: 8511011234
    Português Brasileiro

    O que é mercadoria? À primeira vista, a mercadoria é uma coisa útil que satisfaz as necessidades do homem. Porém, essa inocente característica as coisas úteis sempre possuíram, em qualquer modo de produção. O que distingue a mercadoria dos objetos produzidos pelo homem em outros modos de produção é que a mercadoria não é criada para consumo de quem a produziu, mas para ser trocada no mercado por outra mercadoria. Ela é produzida não pela sua utilidade, mas pelo valor que poderá ter ao ser trocada por outra mercadoria. Este pequeno livro introduz o leitor ao que é a mercadoria, com um breve passeio pelo modo de produção capitalista, o fetiche das mercadorias e a sociedade fetichizada.

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    Jefferson Rodrigo13/03/2025Resenhou um livro
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    O fetichismo do mundo assombrado das mercadorias decorre do caráter social próprio do trabalho que produz mercadorias, onde o trabalho é representado pelo valor do produto do trabalho e a duração do tempo de trabalho pela magnitude do valor. Fórmulas que pertencem, claramente, a uma formação social em que o processo de produção domina o homem e não o homem o processo de produção. Os homens fizeram do fetiche a base das relações sociais capitalistas. Não o dominam; são dominados por eles. Dessa forma, a relação social entre os homens assume a forma fantasmagórica de relação entre coisas. O ídolo mercadoria faz o homem curvar-se ante ele! Ao fazê-lo, transforma-se em coisa e transfere às coisas que criou a força da sua própria vida. Ao transferir para a mercadoria poderes que são seus, o homem se empobrece. Passa a depender da mercadoria que ele próprio criou. Ela vai gerir sua vida de acordo com as suas próprias leis. Assim, o homem passa o tempo fazendo coisas que não lhe interessam, ao lado de pessoas que não lhe interessam; e, quando não está produzindo, está consumindo mercadorias. Destituído do poder sobre si mesmo, o homem, na sociedade industrial, apresenta como traço característico a passividade. Desta forma, não se relaciona com o mundo ativamente. Apenas se submete às exigências do ídolo que ele mesmo criou. Face a sua própria impotência, é invadido pelos sentimentos de ansiedade e solidão. A indústria montada, na sociedade capitalista, para minimizar o marasmo emocional, só consegue não torná-lo consciente. Alimentado pelo "prazer" de coisas como drogas, televisão, esportes, carnaval, bebidas, etc., o homem deixa de experienciar-se como pessoa criadora, esvaziado que está dos atributos de sua vida. Só entra em contato consigo mesmo através das coisas externas a ele. (SEGNINI, 1984)

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