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    Os Bares Morrem Numa Quarta-Feira -

    Paulo Mendes Campos

    Ática
    1980
    173 páginas
    5h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    21 avaliações
    Leram32Lendo4Querem29Relendo0Abandonos1Resenhas4
    Favoritos1Desejados29Avaliaram21

    Crônicas da vida do autor.

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    Resenhas (4)Ver mais
    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior13/01/2024Resenhou um livro
    0

    Carpe diem...

    “Os bares morrem numa quarta-feira”, de Paulo Mendes Campos, é uma coletânea de crônicas e, como toda coletânea, visivelmente irregular, mas, talvez por isso mesmo, bastante agradável de ser lida, pois o leitor transita entre o humor irônico, a nostalgia melancólica, o retrato de costumes, o significado do fazer literário e uma listagem impressionante de quem foi quem na intelectualidade brasileira das décadas de 1960 a 1980, aproximadamente. Não deixando de amar sua terra-natal ( Paulo Mendes Campos era mineiro), o autor mostra seu imenso amor pela vida carioca, chegando ao bairrismo em muitos casos. E vale a pena lembrar que o livro foi escrito em uma época em que não havia o chamado politicamente correto e, dessa forma, algumas expressões certamente deixarão o leitor atual mais ou menos espantado. Em certos trechos, ao falar de negros, nordestinos, pobres, mulheres, o autor certamente seria ameaçado de cancelamento, se os tivesse escrito nos dias atuais. E, diga-se de passagem, é bem provável que, em caso de novas edições do livro, esses trechos sejam expurgados ou, no mínimo, suavizados. Um exemplo? Então, tá, um só. Na crônica “Alice no País dos Cariocas”, o autor imagina uma visita da personagem à Cidade Maravilhosa (Wonderland / Wondertown). Leia o trecho: “Deixando de automóvel o aeroporto, depois de degustar um café, a menina perguntará (...) se os urubus e o perfume da favela não prejudicam um pouco o renome do turismo”. Sim, “Os bares morrem numa quarta-feira” é produto de sua época e, como toda obra literária, em maior ou menor sentido, não há como fugir dela, com suas maravilhas e seus defeitos (assista a “Os Trapalhões” e escute como eram as piadas da época)... Vale a pena? Com certeza. Ao unir lirismo, retrato de costumes, personagens reais que vão muito além da mera celebridade, nostalgia, celebração e muito do que todos somos, Paulo Mendes Campos faz um retrato de um tempo que passou e que, talvez por isso mesmo, permanece tão vívido na memória...

    3 curtidas

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    3.8 / 21
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    • 4 estrelas33%
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    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas0%
    Paulo Mendes  Campos profile picture

    Paulo Mendes Campos

    Nascido em Minas Gerais, era filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria José de Lima Campos. Começou seus estudos na capital mineira, prosseguiu em Cachoeira do Campo, onde o padre professor de português lhe vaticinou: "Você ainda será escritor", e terminou em São João del-Rei. Começou os estudos de Odontologia, Veterinária e Direito, não chegando a completá-los. Seu sonho de ser aviador também não se concretizou. Diploma mesmo, ele gostava de brincar, só teve o de datilógrafo. Muito moço ainda, ingressou na vida literária, como integrante da geração mineira de 1945, a que pertencia Fernando Sabino e pertenceram os já falecidos Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino, João Ettiene Filho, Carlos Castello Branco e Murilo Rubião. Em Belo Horizonte, dirigiu o suplemento

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    Minas Gerais, Brasil

    Paulo Mendes Campos