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    Almas de porcelana -

    Gociante Patissa

    Penalux
    2016
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9788558330237
    Português
    4.8
    4 avaliações
    Leram6Lendo0Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos1Desejados3Avaliaram4

    O poeta enxerga as angústias e a canta no ritmo de suas palavras. Gociante Patissa como poeta reinterpreta o mundo com uma “alma de porcelana”, cuja fragilidade não representa fraqueza, mas sim visão uma visão delicada sobre os acontecimentos. Gociante Patissa abre sua obra Almas de porcelana com o poema Tríade da pedra do tempo e da obra. Nestas linhas introdutórias o poeta já demonstra imensa capacidade em condensar suas impressões sobre o mundo através de uma visão sensível, “na madrugada, acelera-se a pulsação/ no movimento irreversível do tempo/ os fantasmas da responsabilidade cantam/ ecoam as lembranças/ é a despedida do repouso”. Para narrar uma noite de lembranças angustiantes o poeta recorre a ajuda do tempo, cuja passagem, sincronizada ao ritmo das pulsações de vida do corpo humano, perdem-se nas linhas do passado. Com rimas e estruturas simples, o poeta escreve os seus pensamentos, demonstrando ao leitor, que não somente consegue articular suas ideias sustentando-os por cima de metáforas complexas, mas pelo contrário, diz que, a nudez das palavras, também podem transmitir questões de grande profundidade à alma humana, “quando partirem/ não os censurarei/ se me abandonassem/ não os condenaria/ nem que me viesse alguém atiçar, o faria... que não fui eu exemplo consistente de companhia”. Porcelanas são além de transparentes muito resilientes, como a própria força da sutilidade, desta maneira, a alma de porcelana é a alma do poeta que tira poesia das coisas mais cruas, construindo com esta capacidade a verdadeira fortaleza da porcelana.

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    Resenhas (4)Ver mais
    Morgana Brunner picture
    Morgana Brunner19/10/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha l Almas de Porcelana - Gociante Patissa

    Oiii gente, como vai? Hoje venho trazer a resenha de um livro realmente maravilhoso que recebi em parceria com a Editora Penalux e no qual foi uma grande surpresa para mim, estava ansiossíma que chegasse e, quando abri vi esse título que me deixou bastante pensativa e me fazendo refletir sobre o que o autor iria esconder entre as linhas da poesia. Fiquei sem reação quando tive a honra e oportunidade de ter essa parceria com a editora e além do mais, receber essa obra que possui uma cultura e tanto, coisa rara de se encontrar por aí! Livros únicos dessa maneira fazem a diferença. As almas de Porcelana realmente me prendeu minha atenção do início ao final, traz a grandeza de palavras simples que remetem muitas das vezes o nosso cotidiano e a maneira que enxergamos as coisas a nossa volta. Girassol "Sintonizada a frequência da melodrama da espécie humana está ela perplexa humilde e sorridente no canteiro no quintal. Escancarada aos raios escaldantes de um sol que é de todos traz sonhos alegres de um amanhã sem toneladas de mortes. Num mundo de pólvoras onde escasseia o amor ri-se da cólera dos homens de toda parte em conflito com a paz em conflito consigo mesmos e no seu verde e amarelo vai singela a planta girando ao sol." Pág. 29 É o poder de querer lutar e enfrentar todos, custe o custasse, mas pelo nossos direitos. Direitos da terra, que nos trazem a ser quem somos, é saber que estamos habitando e cuidando de um lugar que é nosso com alma e corpo. As poesias escritas demonstram o poder que a palavra tem, o abrir seus sentimentos e os expor de uma maneira que realmente fazem a diferença. São poesias que despertam a nossa ânsia de viver, de não apenas sobreviver diante do caos que tudo se encontra. Porque existimos "São doridas por hábito as linhas que lembram o amor. Não é justo, amor, como se a flecha quebrada, a flor que secou, o pombo correio que perdeu a rota, sei lá, fossem o tudo. Teimo em cantar vigorosa poesia até sobre crateras eternas que parimos. Que seja curto ou longo, agora não importa. Maresia é que não. Para todos os efeitos, existimos." Pág. 55 As almas de porcelana nos remetem a tristeza diante de algumas situações que são enfrentadas, de um amor muito das vezes esquecido ou esperado por longos tempos e a vontade de querer que tudo acabe bem. É selar cada momento, cada situação com o dever cumprido e a esperança no olhar de quem sabe de uma maneira ou outra um dia tudo irá se ajeitar. Tenho poucas palavras para escrever e falar sobre a obra, diante do material importante que ela possui e que faz uma diferença e tanto na vida do leitor. Com cada palavra dita, Gociante soube me emocionar e me ensinar em muitas vezes ver a vida de outra maneira e com outros olhos...me sinto grata. A escrita do autor á maravilhosa, fácil de ser compreendida e com muito sentimentalismo exposto, sendo bem agradável. Além disso, a edição está linda, como puderam ver a capa está um arraso! E cada poesia tem sua página, aumentando a vontade de realizar a leitura. Realizei a leitura da obra em uma manhã, pois gosto de ler e ficar pensando sobre o que foi dito e reler outras vezes.

    1 curtida

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    4.8 / 4
    • 5 estrelas75%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas0%
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    Daniel Gociante Patissa

    Membro da União dos Escritores Angolanos

    1 Livro
    0 Seguidor
    Benguela, Angola

    Daniel Gociante Patissa