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    A Fome -

    Martín Caparrós

    Bertrand Brasil
    2016
    714 páginas
    23h 48m
    ISBN-13: 9788528620702
    Português Brasileiro
    4.5
    40 avaliações
    Leram56Lendo14Querem197Relendo0Abandonos2Resenhas6
    Favoritos9Desejados197Avaliaram40

    “Um livro surpreendente, singular, violento, necessário. O texto de Caparrós tem uma força memorável.” — El Mundo A Fome é um livro construído a partir de histórias de pessoas que trabalham em condições bastante precárias para mitigá-la, daqueles que usam o alimento como meio de especulação financeira provocando fome em muita gente. Para entendê-la e narrá-la, Martín Caparrós viajou pela Índia, Bangladesh, Níger, Quênia, Sudão, Madagascar, Argentina, Estados Unidos e Espanha. Nestes países, encontrou pessoas que, por diferentes motivos — secas, miséria, guerras, marginalização —, passam fome. A Fome tenta, sobretudo, destrinchar os mecanismos que fazem com que quase um bilhão de pessoas não comam o que precisam. Incômodo e apaixonado, é uma crônica que faz pensar, um ensaio que relata e um panfleto que denuncia a pressão de uma vergonha incessante.

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    Antonio Cesar Leitão Navarro Lins15/09/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “... Em 1970, calculava-se que havia uns 90 milhões de desnutridos em toda a África. Em 2010, mais de 400 milhões. ...” Pág.: 56 5º e 6º períodos A fome (El hambre) Martín Caparrós. Um relato objetivo e claro da situação da fome no mundo. Entrevistando os famintos (ou mal nutridos no caso dos EUA) dos países Níger, Índia, Bangladesh, EUA, Argentina - sim o autor é argentino – Sudão do Sul e Madagascar a obra, publicada em 2014, revela os mecanismos e a engenharia que faz com que 25 mil pessoas morram todos os dias por motivos relacionados a fome. O drama e inconformismo vivido pelo autor enquanto produzindo a obra, reconhecendo não ter soluções para problema tão complexo se revela na frase repetida diversas vezes em suas linhas: “Como, caralho, conseguimos viver sabendo que acontecem estas coisas?”. Uma obra que me fez chorar, e até pensar que a sociedade humana não tem solução, não pelo menos para a totalidade de seus indivíduos. Mesmo considerando seu viés pessimista e depressivo recomendo fortemente a sua leitura, tanto para os indignados como para os indiferentes e, repito as palavras finais do autor: “Então: pensar em como seria um mundo que não nos fizesse sentir vergonha, culpa ou desanimo – e começar a imaginar como procura-lo. É uma frase de duas linhas: talvez anos, décadas, erros e desastres e quem sabe. É uma frase duas linhas, uma história de vidas e mais vidas. A volta da história”.

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    4.5 / 40
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    Martín Caparrós

    Martín Caparrós nasceu em Buenos Aires em 1957. Como jornalista, iniciou-se no jornal Noticias em 1973. Entre 1976 e 1983 viveu em Paris (onde se licenciou em História) e em Madrid. Nos últimos trinta anos trabalhou na imprensa, rádio e televisão. Publicou os romances Ansay o los infortunios de la gloria (1984), No velas a tus muertos (1986), El tercero cuerpo (1990), La noche anterior (1990), La Historia (1999), Un dia en la vida de Dios (2001), as crónicas Larga distancia (1992), Dios Mío (1994) e La guerra moderna (1999); os ensaios de La patria capicúa (1995), edições críticas sobre dois textos de Voltaire: L'Ingénu e Philosphie de l'Histoire/i>, e sobre o Plano revolucionário de operações de Mariano Moreno. Também publicou uma tradução em verso de Romeu e Julieta, os três volumes da La voluntad, Una historia de la militancia revolucionaria en la Argentina 1966-1978 (1997/98) e os textos de Extinción, últimas imégenes del trabajo en la Argentina (em colaboração com Dani Yako, 2001), Qué País, Informe urgente sobre la Argentina que viene (2002), Bingo! (2003) e Amor y anarquía (2003).

    22 Livros
    7 Seguidores

    Martín Caparrós