Maria Eduarda Lamartini vive, há nove anos, segundo sua madrasta e sua irmã a guiam. Depois de um acidente de carro em que ela perdeu completamente a memória e a família tendo recém se mudado de São Paulo para o Rio de Janeiro, Deborah e Elisa são as únicas pessoas que conhecem e podem dizer a Maria Eduarda quem ela é.
Porém ela acaba de perder Deborah, em um acidente de carro como o que a vitimou anos atrás, e começa a se sentir sem chão. Tudo piora quando um estranho bate à porta do apartamento das Lamartini e diz a Maria Eduarda que ela tem um filho.
Eduarda acha impossível de acreditar naquilo e dispensa Alexandre, gritando-lhe todo tipo de coisas. Nunca que a mãe dela – porque Deborah era uma mãe para ela – mentiria assim, deixando Eduarda sem saber que tinha um filho, que tinha amado alguém a ponto de se envolver profundamente assim. Até onde a moça sabe, ela nunca amou ninguém, nem está à procura de um relacionamento.
O problema é que Alexandre não vai desistir fácil e a ideia, a dúvida, fica na cabeça de Eduarda, levando-a a procurar a advogada da família e fazer um exame de DNA.
Elisa insiste que a irmã deve deixar aquela história para lá, esquecer do “roceiro” e da criança, porque ele só quer dinheiro, mas Eduarda começa a passar mais tempo com Alê e Rafa e a questionar se tudo que foi contado a ela era verdade.
Dezenove anos de memórias perdidos, uma criança que pode ou não ser dela, a dúvida sobre em quem confiar, a dúvida se já amou alguém, nove anos de memórias que ela não sabe se são verdade: Eduarda tem muitos problemas a resolver e pouco tempo, pois uma ameaça grave surge.
Ótimos personagens e uma trama envolvente, é isso que aguarda o leitor em Duas Vidas.
O final foi um pouco aperreado e eu queria um segundo epílogo, mas, fora isso, a história é ótima e torci muito para a Maria Eduarda realizar logo o que precisava entender e seguir em frente do lado das pessoas certas. (Ao nível de ficar falando para a tela do celular (li no app do Kindle) “minha filha, não é isso! ... Essa criatura não presta! ... Não confia em fulano! ... Não seja burra, Eduarda!” e coisas do tipo. Kkk)
Se você acompanha o blog a algum tempo, já deve imaginar quem é meu personagem preferido... Se você chutou Rafa, acertou! Pense numa criança esperta! Rafa tem umas tiradas muito boas, dá cada resposta na Eduarda que eu ficava “toooma”. Mas eu também adoro o Alê de paixão! Desde o início. Já a Eduarda teve que me conquistar, porque ela começa bem chatinha. Rsrs
Enfim, é um romance contemporâneo nacional muito bom. Dica especial para quem lê livro digital, já que ele não tem edição impressa.