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    All The Ugly and Wonderful Things -

    Bryn Greenwood

    Thomas Dunne Books
    2016
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-10: 1250074134
    3.5
    101 avaliações
    Leram137Lendo0Querem121Relendo1Abandonos9Resenhas14
    Favoritos17Desejados121Avaliaram101

    As the daughter of a meth dealer, Wavy knows not to trust people, not even her own parents. Struggling to raise her little brother, eight-year-old Wavy is the only responsible "adult" around. She finds peace in the starry Midwestern night sky above the fields behind her house. One night everything changes when she witnesses one of her father's thugs, Kellen, a tattooed ex-con with a heart of gold, wreck his motorcycle. What follows is a powerful and shocking love story between two unlikely people that asks tough questions, reminding us of all the ugly and wonderful things that life has to offer.

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    Resenhas (14)Ver mais
    Taisa Espindola picture
    Taisa Espindola29/03/2017Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Entre sovacos e constelações....

    Sabe, eu me considero uma pessoa com a "cabeça aberta", claro que eu posso ter uma leitura errônea sobre mim mesma mas sei que estou sempre propícia a mudar minhas opiniões. Me considero também bastante empática,tenho certa facilidade em me colocar no lugar de outra pessoa. Acredito que generalizar é perigoso e devemos sempre contextualizar. Mas há certas concepções que estão tão enraizadas em mim que simplesmente não consigo nem questionar essas ideias. Esse livro tentou me fazer mudar de opinião( ou no minimo me fazer questionar) sobre uma dessas coisas que simplesmente nunca vão mudar em mim. Pelo menos que eu gostaria que nunca mudasse em mim. Haverá Spoilers A Partir Daqui, Muitos Spoilers!!! Porque Eu Simplesmente Preciso Falar!!! Essa autora me pediu uma chance para questionar a pedofilia. Sim, exatamente isso. Não vou ficar floreando nada, mesmo porque ela fazia questão de lembrar a cada maldito segundo o quanto a Wavy era infantil, delicada, pequena e nova. Extremamente nova, o primeiro momento em que eles se encontram ela tinha 8 anos ( OITO ANOS) e de uma forma bizarra ela já se interessa pelo Kellen, pelo cheiro dele ( mais especificamente suor dele, bizarro ao quadrado, porque o cara sua ein? Nem sei quantas vezes a suadeira e o sovaco dele fora mencionados, mas vou deixar para aprofundar isso mais para frente). A Wavy é aquela criança que teve que aprender a se virar logo cedo, o pai violento, traficante, vive uma relação altamente abusiva com sua mãe. Ela por sua vez, a mãe, tem seus altos e baixos, sem dúvida é a maior responsável pelos bloqueios da filha. Ela tem diversos problemas em relação a comida e em socializar. Apesar de a autora embasar cada bloqueio com um motivo especifico eu ficava meio incomodada com as oscilações bruscas dela, durante boa parte da narrativa ela é mais madura que o normal mas para compensar ela me joga uns pensamentos meio bobos para mostrar sua infantilidade, no fim achei que essa construção não ficou muito sólida. A maioria das pessoas pensam que ela é meio lesada mas por dentro daquela capinha de mariposa frágil tem quase uma James Bond. O que falar desse mocinho? Para não ficar tãaaao doentio a autora nos apresenta ele como "retardado". Achei de uma falta de tom, de um mal gosto sem fim. Primeiro que de retardado para mim ele não tinha nada, trabalhava, tinha uma vida, até matar ele já matou, transava quando tinha que transar e tinha noção que ter uma relação com um criança era errado. Retardado??? Ahammm........ A relação entre eles para mim foi perturbadora. Eles não chegam a transar mesmo em quanto ela é criança mas tem umas interações nauseantes: dela nua, dela molhada saindo da água com sua camiseta molhada, dos seus pequenos mamilos......O QUE È ISSOOOOO????? Só em eu escrever isso já me dá uma coisa ruim, de que jeito que eu vou entender uma relação dessas? Torcer para esses dois? Isso é muito doentio para mim. Esse sem dúvida foi um dos piores livros que eu já li. Só não abandonei porque eu queria ver se tinha alguma reviravolta que me fizesse entender o amor das pessoas por esse livro. Mas sinceramente deveria ter escutado minha intuição, essa foi uma daquelas histórias que não me acrescentaram nada. E não foi só essa relação medonha que me incomodou. Ela me coloca umas coisas ali tãaaao WTF que no fim tenho que admirar a autora pela coragem de publicar tanta merda. Eu vou até listar algumas coisinhas que desacreditei quando li: 1. Primeiro encontro deles: ela com oito anos pensa "coloquei meu rosto perto de sua camiseta para preencher o meu nariz com o resto do cheiro do seu corpo. Suor e gasolina e algo delicioso: bacon"....einnnnn?? Cuma? 2. Um dia normal dele sem camisa e ela fica tarando sua tatuagem: "....Eu nunca pensei muito sobre isso mas me embaraçou. Não é a tatuagem, mas tentar explica-la com Wavy me dando um olhar que significava que eu era importante. Eu comecei a corar, com seu olhar fixo me memorizando...." Sim a menininha de 8 anos secando ele, enquanto o mesmo ficava timido. O que é isso minha gente??? 3. Uma noite em que ele sobe no quarto dela pela janela: Simm, aquele clichê adolescente encontramos aqui, que fofo né? SQN, ela agora com 9 anos. Ele dorme na cama com ela: " Eu também te amo. Eu amo você". Eu disse duas vezes para ter certeza que ela ouviu. Eu tremi, mas não de frio (olha que parte mais nojenta!), mas sabendo que dizer isso em voz alta tornou real". E ainda para piorar na próxima estrofe ela narra ele acordando com a barraca armada. MUITO surreal ela querer que eu fique torcendo por esse casal, isso para mim nem é um casal. 4. Sovaco novamente: Essa autora ela tem alguma coisa com sovacos suados não é possível. Olha o pensamento da nossa protagonista : " Eu balancei a cabeça e fui mais perto para que eu pudesse pressioanr meu rosto em sua axila. Suada mais limpa." Ahhhh tá!!! Tá limpinha!! Suada...mas limpinha, agora sim. 5. Mais suor: Sim ele é um cara que transpira e ela não nos deixa esquecer!!: "...Como a bochecha de Wavy presa ao meu braço com suor, e o vento despenteando seu cabelo contra o pescoço". Nossa que cena, se eu não estava achando romântico antes agora fiquei convencida. 6. Ela com uns 11 anos : Se você ainda não esta chocada suficiente veja essa cena da narração dele: "...porque ela me deu um olhar triste e cruzou sobre o coração. Desenhou um X sobre seu pequeno peito, onde o mamilo se destacou duro sob a camiseta molhada. Não ia ser capaz de esquecer isso também". Então me diga, ele parece retardado??? 7. Bizarro do bizarro: Há uma cena em que o irmão dela com quatro anos está com saudade e vai para cama dela : "Ela me deixou ficar na cama e me abraçou, mas não disse nada. E ela estava nua debaixo das cobertas. Senti seus peitos contra o meu braço". Alguemmmmm me diz pelo amor de Deus por queeee??? O que uma cena dessa soma no livro???? ... E ainda tem mais, em uma outra cena quando eles estão nadando e ela sai logicamente toda molhada eles começam meio a se pegar e o irmãozinho: " Eca, nojento! Sem chupar a cara dela". Super agregador. Só duas das várias cenas em que ele, irmãozinho, tem que lidar com os dois. 8. Decoradora: Eu não ia falar disso, mas é tão absurdo que eu vou ter que comentar. Nossa esquisitona Wavy na faculdade não é mais tãaaao esquisitona assim, ela até está ajudando na decoração de um baile!!! Mas claro que ela tinha que dar seu toque especial. Esta lá todo mundo de boas achando lindo, as paredes cheias de corações vermelhos e pretos...uau!!! Até que..... quando olhada de um certo angulo essa decoração formava penis, bundas e vaginas.....hahhahahhahahahahhahahhahha.... parece que eu estou tirando onda né??? Mas acreditem, não estou, isso existe mesmo nesse livro. 9. Creme de la creme: Para quem ainda não entendeu que o nosso menino aqui transpira, no finalzinho do livro uma amiguinha no meio de uma discussão sobre relacionamento dá a laçada final e solta: "Porra, Jesse, você não usa desodorante? Você está fedendo. Fique longe de mim." Sim esse é aquele tipo de informação que a autora nos dá para ajudar a criar um vinculo com o mocinho né? Muito atraente. e mais para frente tem mais coisinhas que nos fazem apegar a ele : "Você precisa perder algum peso ou você ai ter um ataque cardíaco". Mal sabe ela que não precisa perder peso para isso, se ele lesse o próprio livro as chances já seriam altas. 10. Fechar com chave de ouro: Só para terminar meu top 10, há um momento em que ele está meio tristonho sentindo saudade da Wavy e comparando a mulher que está com ele naquele momento à Wavy: "Ela nunca colocou a cabeça no meu ombro e definitivamente nunca pressionou o rosto no meu pescoço ou na minha axila e me cheirou [pausa para risada.....hahahhahahahhahahahahhahahahhahahahhahahahhahahahahhahaha ]. Ela não sabia os nomes de quaisquer constelações." Não é qualquer pessoa que consegue conciliar cheirada no sovaco com constelações no meus paragrafo, tiro o chapéu para essa autora! Eu sei que essa resenha ficou giganorme mas ela é mais um desabafo, essas coisinhas citadas ali em cima fora apenas algumas das loucuras que eu encontrei . Tem também uma outra parte de um certo depoimento que olha...... não sei como uma pessoa pode ter tantas ideias sensacionais dessas. Eu estava dando risada mas deveria estar chorando. Falando sério, essas cenas que sexualizavam a relação foram indigeríveis, ela tentou ( e COMO tentou) dar um contexto a relação, mas a mim não convenceu. E pior no meio dos dramas ela vinha com essas pérolas, que jeito que conseguiria me envolver?? Impossível. Eu li algumas resenhas sobre esse livro e realmente não consegui me identificar com nenhuma, respeito a opinião de quem amou, mesmo tendo uma dificuldade em entender o porquê, cada um vai ter uma experiência diferente. Mesmo tendo em consideração isso, eu não indicarei a ninguém. Não acho que ele vá trazer lição nenhuma, não acho que em certas circunstancias esse romance é certo e mais do que tudo achei infeliz a forma como ela abordou o tema. Não sei se deu para reparar.....mas realmente detestei desse livro.

    21 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 101
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas9%
    Bryn Greenwood profile picture

    Bryn Greenwood

    BRYN GREENWOOD is a fourth-generation Kansan, one of seven sisters, and the daughter of a mostly reformed drug dealer. She earned a MA in Creative Writing from Kansas State University and continues to work in academia as an administrator. She is the author of the novels All the Ugly and Wonderful Things, Last Will, and Lie Lay Lain. She lives in Lawrence, Kansas. More about me: I grew up on the mean streets of Hugoton, Kansas, where the only traffic light in town went to flashing red at dusk. Alright, the streets weren't mean. They were gravel and named after presidents. Not even all the presidents, because Hugoton at the time was only ten blocks by ten blocks. When I was little, my family often accused me of being a storyteller, which is a polite way in Kansas of calling someone a liar. Later I found out it really doesn't matter whether something's true, as long as it's a good story. The first story I ever wrote in pre-school was a thinly veiled autobiography about a family of aliens. In the story's illustrations my older sister looks suspiciously like the Great Gazoo from The Flintstones. My mother was a teetotaler and my father was into a variety of recreational chemicals, so their marriage was probably doomed from the start. Over the years, we picked up my stepdad, my stepmom, and four more sisters, bringing the grand total of daughters to seven. At fifteen, I didn't so much drop out of high school to go to college as I ran away to escape the torments of prom and church youth groups. Somewhere in there, I got a BA in French Literature, a BA in English, and a Master of Arts in Creative Writing. Faced with the terrifying prospect of a PhD or reality, I chose reality. At any rate, I chose to take a teaching job in Japan. I lived in Niigata Prefecture, where we got 45 feet of snow my first winter. After that I came home and wasted what were probably the prime years of my life demonstrating the correct way to put on a condom to high school students and a variety of social services audiences. Since then I've been working in academia, both teaching and pushing papers. I got married, had kittens, got divorced, bought a project house, and rescued a pair of boxers. (The dogs, not the undergarments.) In the last twenty years, I've written somewhere around a million words, and my thinly veiled autobiography would still be about aliens. Snuggling kittens crazy cat lady I wasn't always a hairless cat owner. I married someone allegedly allergic to cats. Some doubt has since been cast on the degree to which he was "allergic," and while the husband is long gone, the hairless cats are here to stay. Until the mother ship comes back for them. Hairless cats aren't hypoallergenic, but they're easy to bathe, so the dander can be washed away on a regular basis. And by "easy to bathe" I mean it can be accomplished with a modest amount of blood loss for the bather and minimum humiliation for the bathed. They feel like velvet hot water bottles, but eat and poop considerably more than your average hot water bottle. (In case you were thinking of replacing one with the other.) it was the wind Some people left Kansas because of the wind. It blew away the soil and the soil blotted out the sun. Death and misery became more readily available than bread and water. My people stayed. I don't know if that makes them stupid, or fatalistic, or just stubborn. We didn't leave, even when it was the smart thing to do. We're certainly not going to leave now. When I was younger, I wandered around the world, but came back to Kansas to write. It was the wind after all. It carried dust into the house all during my childhood and turned my hair into a rat's nest. When I got too far away from it, though, I felt unsteadied. As though I'd been out walking in the wind and it suddenly stopped. As though I were going to fall down without something to oppose me.

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