Albertina Bertha de Lafayette Stockler
Albertina Bertha de Lafayette Stockler foi uma escritora brasileira.
Era filha do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira e de D. Francisca de Freitas Coutinho Lafayette. Educada em casa por uma preceptora alemã, aprendeu línguas, Estética e Filosofia. Casou-se com o republicano Alexandre Stockler Pinto de Menezes. Foi colaboradora de jornais como O Jornal, Jornal do Comércio, O País, O Malho e A Noite, e da revista literária feminina Panóplia. Integrou a Academia de Letras de Manaus.
Nos seus escritos para a imprensa, destaca-se a sua visão feminista. Defendeu o voto feminino e a criação de uma Academia Feminina de Letras, além de criticar a hegemonia masculina nos meios literários. Escreveu sobre religião, política, filosofia, psicologia e história.
Exaltação, romance de estreia, é bastante ousado pelo teor erótico e pela protagonista Ladice que reconhece a hipocrisia da sociedade e sente-se em desacordo com os preceitos desta e quer ser livre, agir de maneira fiel às suas vontades, superando o amor romântico.
A obra literária de Albertina Bertha apresenta traços formais românticos, como o uso excessivo de adjetivos e de descrições. Também é herdeira do amor romântico, no sentido da idealização, porém superando-o, pois a obra apresenta teor erótico altamente ousado para época (a concretização do amor e a realização sexual) e foi condenada pela Liga das Senhoras Católicas e proibida de leitura nas famílias mais conservadoras. No plano formal, podemos observar alguns traços modernos, como as técnicas de transparência interior das personagens, ou seja, de introspecção. Albertina faz uso do monólogo interior, fluxo de consciência, utiliza a escrita epistolar e diarística como estratégia literária dentro do romance (texto de Anna Faedrich).