Última safra do silêncio é, antes de tudo, inquietante. Por que, depois da ditadura, só ficou o silêncio? Foram quinze anos subterrâneos, dos quais não se ouve mais o ruído e nem as lufadas quentes que certamente emergiram de sua trajetória como o vento morno e desconfortável nas bocas dos metrôs. Mas sobre isso, silêncio. Caramez ousa denunciar este silêncio cúmplice, por isso se torna culpado de testemunho veraz. "Em silêncio/ amigável/ invisível/ fico/ facilmente/ traduzível" se confessa, à guisa de atenuante. Atenuante para o crime de não aguentar o silêncio; e falar. Jefferson Barros
Última Safra do Silêncio - Poemas Incuráveis
Carlos Eduardo Caramez
Mercado Aberto
1998
72 páginas
2h 24m
ISBN-13: 9788528004496
Português Brasileiro
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