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    Tudo (e mais um pouco) - Poesia reunida (1971-2016)

    Chacal

    Editora 34
    2016
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-13: 9788573266290
    Português Brasileiro
    3.9
    66 avaliações
    Leram101Lendo14Querem92Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos3Desejados92Avaliaram66

    Tudo (e mais um pouco) reúne a obra poética de Chacal, de seu primeiro livro, Muito prazer, Ricardo (1971), até os mais recentes Murundum (2012), Seu Madruga e eu (2015) e Alô poeta (2016), incluindo ainda a versão teatral da autobiografia Uma história à margem (2010). Nesse conjunto, ele criou uma lírica muito especial. Bebeu a irreverência e a concisão em Oswald de Andrade, mas também no rock'n'roll. De Allen Ginsberg e do grupo carioca Nuvem Cigana dos anos 1970, ele trouxe para a poesia brasileira a experiência da contracultura e, acima de tudo, da palavra falada em inúmeras performances. Colaborou também com o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, fez parcerias musicais com Rogério Duarte, Jards Macalé, as bandas Blitz e Barão Vermelho, além de atuar como agitador cultural no Rio de Janeiro em espaços como o Circo Voador e o CEP 20.000.

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    Reginaldo Aparecido de Freitas27/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ricardo de Carvalho Duarte, mais conhecido no mundo da literatura como Chacal, foi um dos nomes ligados ao que se convencionou nomear Geração Mimeógrafo ou Poesia Marginal, nos anos 1970, durante a Ditadura Militar. Esses escritores, não tendo muita aceitação por parte das editoras e livrarias, buscaram meios alternativos para a difusão de suas obras, produzindo-as a baixo custo, vendendo-as de mão em mão nas ruas, bares, teatros, praças e universidades. Dentre outros nomes de destaque dessa Geração encontram-se: Torquato Neto, Francisco Alvim, Ana Cristina César e Wally Salomão. Aqui temos a reunião da obra completa (até então) de Chacal, uma poesia marcada pela simplicidade, pela linguagem coloquial, com forte presença da oralidade. Praticamente toda a produção de Chacal é permeada pela ironia e humor, pela crítica social e pelo rompimento com a poesia tradicional, tanto na forma como nas temáticas. Quanto à qualidade, existem textos que vão de sacadas geniais àqueles marcados por um certo “desleixo” proposital, sendo que, destes últimos, nem todos me agradaram. Para quem não está habituado ou não gosta de poesia, pode ser uma boa pedida para ir se acostumando com o gênero.

    1 curtida

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    3.9 / 66
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
    Ricardo de Carvalho Duarte profile picture

    Ricardo de Carvalho Duarte

    Poeta e letrista carioca, foi um dos primeiros poetas da década de 70 a se utilizar do mimeógrafo para divulgar sua poesia (à qual só se dedicou por ser incapaz de desenhar um cavalo), com o livro Muito Prazer (1971/2), na companhia de Charles Peixoto, que editou Travessa Bertalha 11. Em seguida teve um poema incluído na antológica revista Navilouca, editada por Torquato Neto e Waly Salomão. Em 1975 participou do grupo Vida de Artista, que contava com poetas como Francisco Alvim e Cacaso. Nesse ano lançou seu terceiro livro, América. Em 1976 teve poemas incluídos na antologia 26 poetas hoje, de Heloísa Buarque de Hollanda. Em seguida lançou Quampérius. Nessa época juntou-se a Charles Peixoto, Bernardo Vilhena e Ronaldo Bastos para fundarem o Nuvem Cigana, grupo que agitou a vida carioca do final da década de 1970, em especial com os happenings Artimanhas. Paralelo à poesia Chacal passa a trabalhar com grupos de teatro, escrevendo Aquela Coisa Toda para o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, e Recordações do Futuro, para o grupo Manhas & Manias. Nesse período aproxima-se de Patrícia Travassos e Evandro Mesquita, futuros parceiros da banda Blitz, para a qual Chacal compôs algumas letras. Em 1983 veio a público Drops de Abril, reunião dos livros anteriores editada pela editora Brasiliense. Seus outros livros são: Comício de Tudo (1986) - crônicas que escreveu para o Correio Brasiliense -, Letra Elétrika (1994), Posto Nove (1998) e A Vida é curta pra ser pequena (2002). Desde 1990 é diretor do CEP 20.000.

    25 Livros
    31 Seguidores
    RJ, Brasil

    Ricardo de Carvalho Duarte