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    O Reino das Sombras -

    Robert E. Howard

    não mencionado
    1929
    28 páginas
    56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    13 avaliações
    Leram18Lendo2Querem40Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados40Avaliaram13

    Este é, provavelmente, um dos contos mais ilustrativos do ciclo valusiano de Robert E. Howard. Quem leu as teorias de David Icke em “The Biggest Secret” nele encontrará ecos de perturbadora anuência. A idéia de que uma raça de predadores escamosos espaciais, os Anunnaki, deuses geneticistas dos sumérios, malditos draconianos escravocratas galácticos, filhos da mãe asquerosos que nos criaram na aurora dos tempos civilizados e que prosseguem dominando os seres humanos, ocultos nas sombras, nos bastidores da História e no comando da própria evolução do Homem, é tão apavorante quanto pensar que demônios de carne e osso, que podem se fazer semelhantes a nós – através de alguma espécie de truque camaleônico – estão por aqui, convivendo conosco, sem que saibamos, explorando-nos, sugando-nos feito vampiros, interessados apenas na extinção de nossos espíritos, para que nos tornemos máquinas, subjugados por seu sistema de domínio, por seus rituais reptilianos de supremo egoísmo e inimaginável malícia. Quem não ficaria paranóico com tal revelação? Confesso que fiquei. Felizmente minhas paranóias duram pouco, e cá estou eu – pronto pra outra! Como diria Brule, o Assassino da Lança: KA NAMA KAA LAJERAMA pra vocês, suas lagartixas sujas!

    Resenhas (1)Ver mais
    Caius Vinicius Raposo da Camara Silva picture
    Caius Vinicius Raposo da Camara Silva29/03/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Li recentemente "O Reino das Sombras". É um livro (na verdade um conto) que pode ser achado facilmente na internet, e talvez por esta facilidade, seja indispensável para todos os amantes da literatura fantástica pregada pelo nosso Rei do Pulp, Robert E Howard, e para os fãs do estilo, um prato cheio. História simples, mas envolvente de Kull (que talvez por ser um pouco mais civilizado que Conan não nos exerce o mesmo fascínio) que nos lembra que às vezes realmente o melhor caminho é o da simplicidade na escrita. O unico revés, talvez, é o fato de quando a história está ficando boa, acabar.

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    4.1 / 13
    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas31%
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    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Robert Ervin Howard profile picture

    Robert Ervin Howard

    Robert Ervin Howard (22 de Janeiro de 1906 a 11 de Junho de 1936) foi um escritor dos géneros fantasia e aventura histórica. Seus contos eram publicados em revistas pulp. Nasceu em Peaster, Texas, filho do Dr. Isaac Mordecai Howard e Hester Jane Ervin Howard. Sua família morou em várias cidades o Texas sul, leste e oeste, e também no oeste de Oklahoma, antes de estabelecer-se em Cross Plains, Texas, em 1919. Começou a escrever com 9 anos (inspirado nas histórias de Harold Lamb e Talbot Mundy, publicadas na revista ""Adventures"") mas só aos 15 anos começou a escrever profissionalmente, e somente em 1924 quando cursava a academia Howard Payne em Brownwood teve uma história publicada, o conto Spear and Fang (Lança e Presa) apareceu na edição de julho de 1925 da revista Weird Tales. Muitas de suas histórias vieram a ser publicadas na Weird Tales como ("The Hyena" (A Hiena) e "The Lost Race" (A Raça perdida)) e teve sua primeira capa em 1926. Sua inspiração se deve aos contos de horror que ouvia da sua avó e da sua velha tia Mary Bohanoon, e quando criança sempre sonhava ser um bÁrbaro combatendo Roma, tornando-se assim um rebelde contra o mundo civilizado. Escreveu histórias de muitos estilos mas suas criações mais famosas são as do gênero sword and sorcery (espada e feitiçaria) - um gênero de fantasia caracterizado por sua ênfase em combates violentos e intervenções sobrenaturais (deuses, monstros, magos, etc.). Howard criou um dos personagens fantásticos mais populares de todos os tempos; o bárbaro Conan, que fez sua estréia no conto The Phoenix on the Sword em Dezembro de 1932. Para hospedar sua criação Howard inventou a Era Hiboriana, que se trata da própria Terra mas num passado pré-cataclísmico do qual a história atual não guarda lembranças. Outros personagens célebres incluem o rei Kull, o aventureiro puritano Salomão Kane,e o picto Bran Mak Morn. Criou também as guerreiras Dark Agnes de la Fere e Red Sonya de Rogatino, esta última a base para a criação da personagem Red Sonja da editora Marvel Comics. Com Conan e seus outros heróis, Howard criou o género que viria a ser conhecido como “Espada e Fantasia” (sword and sorcery) entre os anos 1920 e 1930. O seu trabalho originou uma serie de imitadores, fazendo de Howard um dos grandes influenciadores no género da fantasia, apenas rivalizando com J.R.R. Tolkien. Em 11 de junho de 1936, aproximadamente às oito da manhã, depois de ficar sabendo que sua mãe provavelmente nunca sairia do estado de coma, Howard se suicidou. Sentou-se no banco da frente de seu carro e atirou na própria cabeça, mas só morreu oito horas depois. Sua mãe morreu no dia seguinte, e compartilharam o funeral. Ambos estão enterrados no cemitério de Greenleaf, em Brownwood. Na manhã do dia de sua morte Howard escreveu este poema, que foi encontrado datilografado em uma tira de papel na sua carteira: Tudo fugiu -- tudo está feito, então levem-me à pira -- O banquete acabou, e as lâmpadas expiram. (estes versos, que pensou-se originalmente ser paródia de um poema de Ernest Dowson" é na verdade parte de um poema pouco conhecido chamado The House Of Caesar de Viola Garvin.)

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    Texas, EUA

    Robert Ervin Howard