[...] Com o golpe cívico-militar de 1964, os intelectuais se travestiram de "dependentistas". Marxistas eruditos complexificaram o conceito de "classe" e preocuparam-se com o estudo da política e do Estado. Fechada a porteira das instâncias executivas do Estado, aboletaram-se nas universidades e em órgãos associativos, de onde podiam, no mesmo movimento, aparelhar, instigar e tutelar a "sociedade civil". O processo de redemocratização sinalizou a liderança dos intelectuais no espaço público. Mas foi só um suspiro. O renascimento da política partidária com a redemocratização, propiciando a revitalização dos políticos profissionais e estimulando a pluralidade ideológica diminuiu e restringiu as margens de ação dos intelectuais, restando-lhes unicamente, a luta corporativa e ideológica. Para Rui Martinho Rodrigues, autor das excelsas linhas seguintes, que destilam lucidez, originalidade e destemor, o intelectual, em suma, é um fariseu (hipócrita), um sepulcro caiado, belo por fora, mas feio por dentro. (Sinopse de Sander Cruz Castelo).
Os Intelectuais (Diálogos Intempestivos #148) -
Rui Martinho Rodrigues
Edições UFC
2013
164 páginas
5h 28m
ISBN-13: 9788572825818
Português Brasileiro
Edições (1)
Ver maisEstatísticas
Avaliações
5 / 1- 5 estrelas100%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%
