A crise da racionalidade moderna é também a crise do horizonte utópico, daquela confiança básica na vida e na história sem a qual ninguém vive e nenhuma sociedade pode subsistir. Neste momento, a cultura religiosa de cada um pode abrir caminhos para o autoconhecimento e para a sensibilidade diante do outro e da grandiosidade do universo. Leonardo Boff e frei Betto, duas personalidades marcantes na luta contra a intransigência, discutem aqui a importância da espiritualidade para o compromisso social de cada indivíduo. Seus textos, fruto de um trabalho de anos junto à imensa camada dos desassistidos deste país, tentam lançar luz na discussão sobre a mística do engajamento e da luta.
