Precisamos falar sobre como esse início é gostoso de ler, sério. Porque o Seo Kouji entrega um primeiro volume bem legal, com uma dupla de protagonistas que nos entregam entretenimento de qualidade, afinal, não é todo dia que uma dupla excêntrica se encontra.
O Yuu conhece a Fuuka por acaso. Uma situação boba, mas que gera uma série de momentos que desenvolve a amizade de ambos e nos faz ver que o garoto consegue extrair uma alegria genuína dela; além disso, ele acaba aprendendo mais sobre o amor que ela tem pela música e, aqui, é onde o roteiro consegue nos entregar coisas bem legais neste início, porque vemos o quanto ela ama a música e se sente liberta (ela ama tanto música que tem um toca discos e dispensa celulares).
Além da relação entre os protagonistas, o autor também consegue desenvolver bem as interações com os personagens secundários e entrega uma veia cômica até que afiada, em especial na relação do Yuu com as irmãs dele (pode ser batido, mas ainda acho divertido ele ser o único filho homem e não saber lidar com algumas coisas).
Vale dizer que, no geral, o saldo deste primeiro volume de Fuuka é bem positivo. Entrega algo consistente, com personagens que encantam e, ao término do volume, deixa aquele gosto de quero mais.
É o tipo de obra que vale para aproveitar o tempo e, também, para desbravar em algo "novo".
(Pequena curiosidade: esse mangá é uma "continuação" de Suzuka, obra anterior do autor. Continuação entre aspas, porque o Seo Kouji faz Fuuka no mesmo universo, mas você pode ler daqui sem impacto algum).