Máximas eternas é um livro escrito para sacerdotes e leigos, como explica o autor na sua advertência ao final do livro. Para sacerdotes terem um manual de referência na composição de seus sermões e para leigos terem um livro de meditação.
Eu recomendo que se leia o livro PELO FINAL, pois lá há um breve compêndio da vida cristã com, inclusive, um método de meditação, assim como a advertência do autor, que serve de verdadeira introdução ao livro. Com essas noções gerais, o leitor estará bem munido para iniciar o livro propriamente dito, que começa com uma série de meditações sobre a morte.
Cada capitulo é dividido em três partes e a intenção do autor foi de que cada parte servisse para uma meditação. Logo, meditando uma vez por dia, o leitor concluiria um capítulo a cada três dias. Tendo 36 capítulos, o livro pode ser aproveitado por 108, o que dá um pouco menos de quatro meses.
Cada meditação tem ainda uma seção para afetos e súplicas, como é costumeiro do autor, o que pode facilitar quem tem dificuldades com isso. Devemos porém salientar que o autor na meditação sobre a oração, um tema dos seus muito caro, que mais convém passar a oração pedindo a Deus do que com os demais atos próprios de piedade.
O livro cobre os mais variados temas: dos novíssimos a muitas virtudes e meios para obter a vida eterna, notadamente os capítulo finais, que tratam da oração, portanto, da devoção ao Santíssimo Sacramento e à Santíssima Virgem Maria, que são ouro, como diz S. Luís de Montfort, da perseverança, da conformidade à vontade de Deus.
Para quem nunca leu Sto. Afonso e tem dificuldade de meditar, mas não se impressiona facilmente, é um bom livro.
Para quem já se habituou a Sto. Afonso, pode ser um livro mais ou menos enfadonho, embora não o seja de todo, porque ele repete exemplos e argumentos doutras obras.
Para quem tem dificuldade de meditar, será um bom livro, já que terá meditações prontas por pelo menos quase quatro meses. Tendo em vista a recomendação de releitura dos livros espirituais que fazia Sta. Teresa d’Ávila, poderá ter, pois, ainda mais tempo disponível sem precisar se preocupar com a matéria de meditação.
Para quem se impressiona facilmente, talvez não seja muito conveniente, pois o autor é bem incisivo, como de costume, e há quem se incomode com isso. Àqueles que precisam ser chacoalhados o livro será muito bom.