Çeda is the youngest pit fighter in the history of the great desert city of Sharakhai. In this brilliant new story, a prequel to Twelve Kings, she has already made her name in the arena as the fearsome, undefeated White Wolf. None but her closest friends and allies know her true identity. But this all changes when she crosses the path of Rümayesh, one of the sadistic creatures known as ehrekh which were forged long ago by the god of chaos. They are usually desert dwellers, but this one lurks in the dark corners of Sharakhai, toying with and preying on humans. As Rümayesh works to unmask the White Wolf and claim Çeda for her own, Çeda's struggle becomes a battle for her friends, her life, and her very soul.
Of Sand & Malice Made - A Shattered Sands Prequel
Bradley P. Beaulieu
Edições (2)
Ver maisA ambição de um ser ancestral dificilmente pode ser medido. Sua própria maneira de compreender o tempo e a vida humana foge de nossa compreensão. Çeda é uma mulher mais jovem do que aquela que encontramos na série principal e realiza trabalhos para Osman enquanto luta nas arenas ilegais de Sharakhai. A Loba Branca já tornou infame no submundo e sua habilidade é temida e respeitada. Mas, um dia, uma das entregas que ela fez a um dos clientes de Osman dá errado e Çeda pode ter se tornado o joguete nas mãos de alguma figura sombria. Isso porque o cliente quase foi envenenado e isso pode provocar inúmeros problemas para seu protetor. À medida em que ela investiga quem adulterou o seu pacote, Çeda chama a atenção de Rumayesh, uma ehrekh com poderes quase divinos que colocou os seus olhos na Loba. E ela deseja possuir a Loba para si, custe o que custar. Fazia algum tempo que eu não lia alguma história passada no mundo de Shattered Sands. E senti falta dos ares e sabores da cidade do deserto. O que chama a atenção na escrita de Beaulieu é em como ele consegue te enredar neste universo fantástico. As linhas parecem pulsar com vida e ameaça em cada uma das ruas. Vale mencionar que quase não vemos nada sobre a trama principal e essa narrativa é bem focada na relação entre Çeda e Osman e em como a personagem precisa aprender a lidar com os seres místicos que vivem secretamente na cidade. Ou seja, não temos nada sobre os reis-deuses ou as damas das lâminas. A escrita do autor me faz lembrar um contador de histórias ao redor de uma fogueira ou em uma taverna encantando os seus espectadores. Parece uma observação genérica, mas é que não é simples explicar em palavras. Só consigo dizer que a escrita do autor tem um tom mais descritivo sem perder a fluidez da narração. Esta é uma narrativa escrita no formato de três atos onde no primeiro conhecemos a ameaça de Rumayesh, no segundo ato temos a perseguição dela e no terceiro uma confrontação final. O elemento mágico está acima da compreensão dos homens. Vamos ver Çeda desenvolvendo alguma afinidade a isso na série principal, mas aqui ela só pode contar com sua sagacidade. Um ehrekh é um ser de incrível poder e malícia. Mesmo a personagem possuindo a vantagem das pétalas de adichara, que permitem a ela obter temporariamente habilidades acima da média, ela não é páreo para um poder semi-divino. Então para ela conseguir lidar com Rumayesh, ela vai precisa obter conhecimento. Sair em busca de informações sobre a lenda dos ehrekhs, de onde vem seu poder, se é possível detê-los. À medida em que ela sai em busca dessas informações conhecemos mais sobre o mundo de Shangazi e seus mitos e lendas. Possuir a magia pode levar um usuário à loucura e abusar dessas habilidades fazem o processo se acelerar rapidamente. Çeda ainda tem pouco conhecimento sobre as coisas. Ela é meio impulsiva e acaba se colocando em situações em que um pouco de sabedoria a teriam feito recuar. Mas, são momentos como esse em que vemos a personagem amadurecer com as lições dadas por situações limite. Çeda aprendeu a valorizar o conhecimento de Ibrahim, o contador de histórias e ele será essencial para sua missão. Sua ligação com Osman também será testada e levada ao limite. Osman é alguém que a tirou da rua e deu um lugar e um propósito. Por mais que ele seja um ladrão e alguém que lida com negócios escusos, ele é leal àqueles que protegem e Çeda pode contar com ele. Por essa razão é que ela se mete tão fundo em seus problemas com Rumayesh. Os obstáculos enfrentados por Çeda nem sempre se resumem a combater lutadores. Muito pelo contrário. Mesmo a protagonista sendo uma lutadora bastante competente, isso não será o suficiente para libertá-la das situações impostas pela sua adversária. Vai ser preciso encontrar saídas inteligentes para suas armações e contar até com um pouco de sorte e de boas alianças. Promessas dadas devem ser encaradas com desconfiança já que seres ancestrais tem o hábito desagradável de manipular aquilo que foi prometido. Além disso, vemos o poder que conhecer o nome verdadeiro tem sobre uma pessoa. Gosto demais desses pequenos detalhes. Por outro lado temos uma pequena mostra do mundo de Çeda. Esta é até uma história que pode ser lida de forma bem independente e ser usada como aperitivo para a série principal. Na narrativa o leitor vai obter todas as informações que ele precisa saber sobre a personagem. E sem ser um livro grosso como os livros da série principal. Talvez um livro de quatrocentas ou quinhentas páginas possam assustar em um primeiro momento e o leitor não deseje se comprometer com algo tão longo. Of Sand and Malice Made tem a receita certa em uma história intrigante, fabulosa e que vai te colocar no mundo criado pelo autor. Se o leitor curtir, pode abraçar a série principal porque isso aqui é apenas a ponta do iceberg. Se não curtir, não há problema porque não levou muito tempo para ler. Mas, tenho confiança que o leitor irá gostar da narrativa e da forma diferente de escrever.
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