Só posso dizer que Raymond E. Feist fechou com chave de ouro esta saga sobre Mara. Toda a trama, desde o primeiro volume me conquistou muito e amei cada momento que passei com Mara, a Senhora dos Acoma, que mesmo contra a sua vontade teve de assumir todo um legado após perdas lastimáveis e foi linda a forma como ela amadureceu nesse processo sentindo-se segura de suas escolhas e da forma como conduziu cada jogo político. Porém as dores não param, pois precisa enfrentar mais uma perda e dessa vez uma ainda mais significante que é a perda de seu próprio filho, principalmente depois de tudo que aconteceu no volume dois (sem spoilers). Ela só tem duas escolhas, esmorecer e sofrer sua perda deixando seus rivais e o jogo de intrigas vencerem ou lutar ainda mais e lidar com a assembleia dos magos mais uma vez tentando assim definir de vez seu lugar de direito.
"Mas a imagem de seu filho assassinado abalou sua determinação; qualquer forma de vida em seu rosto parecia ter sido sugada até os ossos."
Ler A Saga do Império é como assistir uma partida de xadrez onde as estratégias são mais importantes a cada passo dado e define como serão as coisas e quem vence os jogos políticos.
"Contudo, a esperança, o futuro, o entusiasmo e os sonhos pelos quais tanto se sacrificara tinham se transformado em pó. Sentia-se entorpecida, castigada de forma incurável.."
Fiquei bastante sentida pela perda do filho de Mara, mas percebo o quanto isso era essencial para o desenvolvimento da trama e para que Mara pudesse crescer ainda mais no jogo que participa mostrando a que veio realmente.
"- Senhora - sussurrou suavemente -, vou poupá-la do que for possível. Se decidir marchar contra Jiro dos Anasati, estarei ao lado de seu Comandante das Forças Armadas. No entanto, mais cedo ou mais tarde, terá de vestir o manto de sua casa. O nome dos Acoma está em suas mãos. A perda de Ayaki não deve ser um fim, mas uma renovação de sua linhagem.
Terminado o discurso Mara virou o rosto para o ombro do marido e durante muito tempo, além do que seria considerado razoável, suas lágrimas encharcaram silenciosamente a preciosa seda azul da túnica dele."
A história segue o mesmo ritmo das anteriores, possui alguma ação, mas foca-se principalmente nas estratégias e jogos políticos e em toda uma história que data de anos atrás.
Eu particularmente amei a escrita de Raymond E. Feist e o considero um grande autor.
Indico a saga para os amantes do gênero.
As capas são todas lindas e perfeitas lembrando muito do enredo e nos fazendo viajar e sonhar com o que lemos.