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    As Ilhas do Norte - A criação do Novo Mundo

    Renata M. Moutinho

    Oikos
    2016
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788578436100
    Português Brasileiro
    4
    10 avaliações
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    "A magia existe, e cabe à natureza determinar quem é apto a utilizá-la." Robin é, provavelmente, a única caçadora de recompensas do continente, uma terra onde os antigos costumes predominam e as mulheres têm pouca vez. Além disso, a jovem esconde um segredo: viajando de ducado em ducado na busca por tesouros, ela utiliza-se da magia para recuperá-los — algo estritamente proibido por Harald de Negrarrocha, o imperador continental. Quando é declarada a guerra contra as Ilhas do Norte — os únicos territórios da Wyrd onde a magia é praticada livremente —, Robin deve adiantar-se ao Exército Continental e alcançá-las o quanto antes... Mesmo que, para isso, necessite contar com o auxílio de um capitão renegado tão temido pela população do continente quanto as próprias ilhas. Acompanhe Robin em sua jornada e revele — ao lado de inusitados companheiros como príncipes eremitas e seres da floresta com poderes telepáticos — as verdadeiras intenções do imperador ao deflagrar a Guerra do Arquipélago. Desvende os mistérios das Ilhas do Norte e descubra em si mesmo o poder de transformar a realidade! *** Nas últimas décadas, o conhecimento mágico esteve restrito às Academias de Magia, onde somente os descendentes de linhagem nobre tiveram a oportunidade de desenvolvê-lo. Esta é a Wyrd: o universo habitado por Robin, uma caçadora de recompensas que, nascida em berço de ouro, abandona o conforto da corte e os ensinamentos da academia para desbravar o continente por sua própria conta e risco. Avessa a regras e questionadora das autoridades, Robin depara com o primeiro de muitos dilemas quando o Império Continental declara guerra às Ilhas do Norte — em teoria, terras caóticas onde o uso desenfreado da magia provoca situações perigosas. Ela deve então escolher entre abster-se (e, assim, jamais desvendar os segredos das Ilhas) ou, na companhia de um temido marinheiro renegado, aventurar-se mar afora antes que a Guerra do Arquipélago transforme toda a região em ruínas. Que mistérios a aguardam por aqueles lados? E o que há por trás do súbito interesse do imperador em combater as Ilhas? Quanto mais Robin descobre a respeito das Ilhas do Norte, mais desconfia das intenções do imperador... *** Para mais informações, visite: http://www.facebook.com/asilhasdonorte Instagram: @asilhasdonorte Contato: asilhasdonorte@gmail.com

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    Mayra Sigwalt  picture
    Mayra Sigwalt 21/03/2017Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Um livro que seria melhor se tivesse um acompanhamento editorial

    As Ilhas do Norte foi um livro com uma premissa que me deixou empolgada para ler, pois é uma história de fantasia nacional com uma protagonista feminina (que prometia quebrar esteriótipos do papel da mulher) e um mundo com magia totalmente original. Bom, com certeza o sistema de magia é original. E pra mim, que lê muitos livros de fantasia, isso é realmente surpreendente. Quanto à personagem, não dá pra falar muito porque ela não é bem desenvolvida durante a história. A gente demora muito tempo pra entender as motivações e principalmente o segredo da Robin, e quando entende fica "era só isso"? Porque nada parece suficientemente forte pra todo o trabalho que ela tem. E como isso nunca fica bem claro, parece que a motivação inicial ficou esquecida, assim como o próprio arco narrativo da personagem. Na verdade, a motivação de ninguém é muito clara, porque em geral tudo é só dito, não mostrado. O Continente está em guerra com as Ilhas por causa da magia, mas os ricos do Continente podiam estudar magia em escolas especiais? O que fez eles mudarem de ideia? O Imperador odeia magia e ponto? O povo das Ilhas não tem limitações sobre o uso de magia e isso torna eles magos mais fracos? Só porque eles não estudaram? E o conhecimento empírico? O que leva à outro problema: a história não tem foreshadowing. As coisas surgem sem explicação e somente quando são necessárias. Um exemplo é o tal do necromante que aparece no final do livro. Ele conseguiu enganar o rei com a promessa de ressuscitar a esposa, mas para isso teria que matar um dos principes. Só que passamos a história inteira sem saber que existia esse tipo de poder (nem mesmo no apêndice que fala sobre A Magia no Mundo isso está explicado), ele só apareceu quando foi necessário para a história. E ninguém sabia que o luto e a loucura do rei eram tão grandes a ponto de sacrificar o próprio filho. O mesmo acontece com o general Jun e o passado do Evan (afirmar "o garoto vai ser importante" não é foreshadowing. Até porque, não é o que ele faz que é importante, ele ter um meio irmão general que por alguma razão vai abandonar o trabalho e as crenças de uma vida inteira por um irmão que ele nunca viu e de alguma forma não muito bem explicada conseguiu localizar, é importante). Se não tem foreshadowing, não tem costura de arco narrativo. As coisas que acontecem ficam parecendo aleatórias. Isso não é surpreender o leitor, isso é jogar fatos e esperar que a gente engula como verdade. É criar um conflito ou um solução do nada. O bom e velho Deus Ex Machina. Mas o que mais me atravancou a leitura (e 7 dias para ler um livro de 200 e poucas páginas é muito tempo pra mim) foi o tipo de escrita associada à falta de um editor mais rígido. Existe um mito, principalmente em literatura brasileira, que escrever bem é escrever formal. Pra mim, isso só deixa o texto duro e cansativo. Um exemplo de excelente texto (mesmo eu realmente não tendo gostado do livro dele) é do Daniel Galera. O cara tem um domínio incrível de vocabulário e narrativa, sem parecer que está no século passado. Talvez esse tenha sido o objetivo da autora, mas essa escolha não prestou serviço à história. E pra mim, a história SEMPRE é o mais importante. E vamos falar da parte de falta de editor, que pra mim é o maior problema aqui. Editor não é só o cara chato que vai destruir o sonho de todos os autores. É a pessoa importantíssima, com experiência, que vai te dizer "isso não faz sentido" "por que seu personagem fez isso?" "Pode tirar isso dessa frase que não acrescenta nada". E aqui é meu maior exemplo da falta de um acompanhamento editorial. Esse livro tem MUITO o uso da palavra "então", "enfim", "por fim", para dar uma certa formalidade, mas que só atravanca o texto! Exemplos: "- Fique à vontade, senhorita - foi a resposta do vulto, que assim se esquivara de maiores salvaguardas. - Em retorno, NO ENTANTO, gostaria de pedir-lhe um humilde favor: dê a Lorde Nathan os cordiais cumprimentos de Kif, e diga-lhe que, ENFIM, meus préstimos já não lhe serão necessários." (Na mesma página) "Robin trasmitira ao príncipe, ENFIM, a mensagem do telepata. E em seguida, interroga-lo-ia a respeito da estranha figura." "A cena era sublime, mas as lágrimas que correram pelo rosto de Robin tinham ENTÃO um gosto amargo. A luz alcançava seu corpo, mas não seu espírito - justamente quando este, POR FIM, entregava-se ao receio." Agora se você simplemente apagar os ENTÃO e POR FIM/ENFIM (ou até substituí-los por "finalmente"), não muda nada na história, mas deixa o texto mais fluido. Essas pausas o tempo inteiro para "entãos" e "enfins" estão ali só sendo uma interrupção do período, um engasgo. E isso é durante o livro inteiro! Eu não estava notando no começo, mas depois comecei a marcar todas as páginas em que isso acontece. E são quase todas no livro. Ainda sobre a narrativa, mesmo o livro não sendo em primeira pessoa, é contado do ponto de vista da nossa personagem principal Robin. E na maior parte do livro essa é a regra, mas em alguns momentos existe um fluxo de consciência em que conseguimos ver o sentimento dos outros também. Esse é um erro muito comum, mas que mais uma vez, um editor puxaria a orelha pra não acontecer. Uma coisa que me confundiu até a metade da história, quando eu finalmente descobri que existia um apêndice explicando, foi a escolha dos nomes. O mundo tem nomes de origem latina. As terras se chamam Lançaparda, Cinzaferro, Terralva, Rubraqueda, Malvaflora. Mas os nomes dos personagens tem origem anglo-saxã: Robin, Nathan, Ethan, Evan, Erin. No entanto, alguns nomes foram traduzidos: Glória, Lúcia, Ester, Elina. Segundo a autora, isso se deve porque o livro foi escrito originalmente em inglês e para não perder o significado dos nomes ela manteve os nomes próprios e traduziu os que eram "traduzíveis". Infelizmente, isso causou um ruído na própria mitologia do mundo, perdendo a unidade. Tirando as coisas que são acrescentadas de última hora para servir a história, a mitologia tem uma boa base, mas confesso que chamar o único povo não branco da história - no caso, o personagem asiático - de Oriental, foi um pouco preguiçoso. Enfim, é um livro que tinha potencial e eu li de coração aberto, mas que tem muitos problemas básicos e que se tivesse um acompanhamento profissinal poderia ser bom.

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    Renata M. Moutinho profile picture

    Renata M. Moutinho

    Renata M. Moutinho foi uma criança agitada, hiperativa, e tornou-se uma adulta inquieta e inquisitiva, propensa a devaneios — alguns dos quais se concretizam, vez ou outra, em páginas de ficção. Em seu romance de estreia, apresenta os fundamentos de um universo mágico que, peculiaridades à parte, baseia-se fortemente nas observações da autora a respeito das relações humanas e do mundo em que vivemos. Tradutora, revisora e entusiasta da psicologia, é atualmente servidora pública e estudante de marketing, vivendo no Rio de Janeiro em companhia de uma gata linda e temperamental.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Renata M. Moutinho