Nem todas as mães amam os filhos -

    Rose Ferreira

    Paulinas
    2016
    215 páginas
    7h 10m
    ISBN-13: 9788535641714
    Português Brasileiro

    A obra narra a história de Rose, que passou a vida tentando conquistar o amor de sua mãe - uma mulher com sérios distúrbios de personalidade, finalmente identificados pela filha como traços de psicopatia. Na infância, Rose sofreu maus tratos físicos e psicológicos, foi espancada, humilhada, difamada pela própria mãe, que repetia constantemente o quanto seu nascimento a fizera infeliz e trouxera dissabores para sua vida. Apesar do ambiente adverso e sem perspectivas, a autora conseguiu estudar e trabalhar, o que lhe concedeu um pouco de liberdade, até que, com a morte do pai, teve de se dedicar aos cuidados da mãe agressora. Mesmo sem entender o motivo de tanta crueldade e desprezo, convivendo com a culpa de não se sentir merecedora do afeto maternal, Rose conseguiu manter certo equilíbrio que a conduziu a uma carreira profissional bem-sucedida e a um casamento feliz. Somente então, quando por acaso leu um livro sobre psicopatia, conseguiu vislumbrar uma personalidade tão singular. Ao compreender que não haveria como despertar-lhe amor ou qualquer tipo de emoção, embora se sentindo frustrada por não ser capaz de influenciá-la com bons exemplos e dedicação, fez um grande esforço no sentido de aceitar a realidade e escolher o perdão como forma de libertar-se das amarras do desamor e de qualquer desejo de vingança. "Deus nos deu o livre arbítrio para que possamos escolher os nossos caminhos. Eu escolhi o amor e o perdão." Um livro muito bem escrito, apesar do tema difícil e pesado. Mais que uma catarse, oferece pistas para o reconhecimento desse transtorno e de como lidar com ele.

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    Cris Leal19/10/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Como pode uma mãe ser tão cruel?

    No livro, a autora conta a dolorosa experiência de conviver com sua mãe, uma pessoa incapaz de estabelecer vínculos afetivos, de sentir empatia, de desejar cuidar dos outros e de indignar-se diante de injustiças. Somente a sua satisfação e o seu bem-estar importavam, e se não os alcançasse tornava-se agressiva, violenta. Maltratava a filha pelo prazer de vê-la sofrer, sem nenhum arrependimento. Como pode uma progenitora ser tão cruel? A história é muito triste, emociona e provoca empatia. Depois de anos tentando despertar na mãe emoções amorosas e positivas, Rose entendeu que isso era impossível. Sua mãe tinha sérios distúrbios de personalidade e não era capaz de retribuir o amor que recebia. Então, Rose Ferreira escolheu primeiro perdoá-la e depois romper o ciclo de opressão, separando-se dela, sem, no entanto, deixar de assisti-la. Ao dividir com coragem e honestidade o seu drama, a autora nos lembra da importância do perdão. Devemos perdoar os outros. É bem verdade que às vezes eles nem merecem ser perdoados, mas nós, com certeza, merecemos viver em paz.

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