A CONCUBINA – MORRIS WEST
Mike McCreary é um aventureiro irlândes que trabalhava com perfuração de poços de petróleo. Devido ao seu perfeccionismo profissional ofendeu um dos trabalhadores irresponsáveis, que o denunciou, ocasionando seu desemprego e extradição de Jacarta (capital da Indonésia) pelo Capitão Nasa , chefe da polícia local. Na véspera de sua extradição, é abordado inusitadamente por Rubensohn e recebe uma proposta tentadora para abrir um poço de petróleo. Sem opção de escolhas, aceita. Rubensohn é um especulador sem escrúpulos; age e pensa apenas em seu sucesso e poder, eliminando de forma escusa tudo e todos que se opõem a atingir seus objetivos. Lisette é amante e companheira de Rubensohn. Possui um passado de prostituição e se conforma com roupas boas, viagens, jóias e vida boa que Rubensohn pode proporcioná-la, mesmo sem amor por ele. McCreary e LIsette se apaixonam e passam a viver momentos furtivos de carinho. McCreary começa a conhecer a real personalidade de Rubensohn após este ter matado o Capitão Nasa e ter armado para que fosse apanhado ao carregar o corpo e ao ‘vender’ Lisette para o Monarca de Karang Sharo que se denomina “Umbigo do Universo” em troca da concessão de petróleo em sua ilha vulcÂnica. McCreary traça um plano bem elaborado de vingança contra Rubensohn e seus comparsas, e de salvamento de sua amada. Começa a conquistar aliados que o ajudam a implementar seu plano... O que ninguém contava era com a força da natureza que é maior que qualquer vingança ou amor... Sou fã de Morris West por ser um visionário em sua época (início do século XX) e tratar com habilidade indiscutível de temas humanísticos, tão atuais ainda em nossa época mesmo com mais de meio século após a edição de seu primeiro livro. A trama é envolvente e nos faz questionar a personalidade humana em diversos aspectos. Livro mais que aprovado.

