Not One Damsel in Distress - World Folktales for Strong Girls

    Jane Yolen

    Silver Whistle Books
    2000
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9780152020477

    These thirteen folktales have one thing in common: brainy, brawny, brave heroines--and not one damsel in distress! From Bradamante, the fierce female medieval knight, to Li Chi, the Chinese girl who slays a dreaded serpent and saves her town, these heroines use their cunning, wisdom, and strength to succeed. Drawing from diverse cultures around the world, renowned author Jane Yolen celebrates the smart, strong, and sassy heroines of legend and lore in a collection that will encourage bravery in every girl.

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    Luciana Darce31/08/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro, claro, foi o título. Se não me falha a memória, ele veio em alguma lista de indicações de livros de fantasia com personagens femininas marcantes e na hora em que bati o olho, já me interessei. A segunda coisa que me chamou a atenção foi a avaliação de uma mãe na Amazon, dizendo que as histórias do livro eram ‘inapropriadas’ por causa das ‘imagens perturbadoras’ e ‘problemas de abandono’. Obviamente essa mãe também não gosta muito de contos de fadas clássicos e provavelmente vetou a leitura de <i>Barba-Azul</i> e <i>João e Maria</i> na casa dela. E, embora eu entenda certas questões de gatilhos, os argumentos dessa mãe me pareceram muito pouco convincentes. Ou melhor, extremamente convincentes no sentido de que EU PRECISAVA LER O LIVRO. E no final das contas, <i>Not One Damsel in Distress</i> foi, simplesmente, um deleite. A edição é muito bonita, capa dura e toda ilustrada, e as histórias, adaptadas de contos do folclore de várias partes do mundo, mantém o frescor de suas versões originais. Eu conhecia algumas delas, como Atalanta, a caçadora e Bradamante, mas a maioria delas me foram novidades. A única coisa de que não gostei é que o livro não foi traduzido para o português e não posso sair estocando dele para dar de presente para minhas sobrinhas. Porque, ao contrário da mãe preocupada que prefere cercar a filha de muros, eu acredito que essas imagens perturbadoras - homens cruéis, mulheres vistas como cidadãs de segunda classe pela sociedade que as cercam, morte e violência - são necessárias (não a níveis de <i>Decamerão</i> ou Marquês de Sade, obviamente). E são necessárias não apenas para que as crianças se preparem para a realidade que eventualmente terão de enfrentar, mas também porque elas nos revelam que há esperança. Que as coisas podem mudar - que nós podemos mudar nossos destinos.

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