Eu comecei a leitura com muita expectativa, pois amo histórias com sheiks e mocinhas inocentes. Mas confesso que acabei me decepcionando. Sylvie, à princípio, nos é apresentada como uma mulher segura, independente, cheia de opinião e atitude, que não se deixa intimidar. Mas é só o mocinho entrar em cena para ela virar uma poça de hormônios e esquecer todas as suas resoluções, sem nem ao menos conseguir ter um pensamento coerente sequer. Fica até difícil acompanhar qualquer desenrolar da história, pois quando estão separados eles só pensam no quanto se odeiam, e quando estão juntos só conseguem pensar em despirem um ao outro. Sério, é só um aparecer pro outro perder a linha de raciocínio. Ela o vê comendo com as mãos e só pensa em como seria ter aquelas mãos em seu corpo. Ela o vê bebendo qualquer coisas e já sente um rio correndo entre as pernas. <i>Sério?!</i> Uma vez ou outra ainda dá pra engolir. Mas ver isso o tempo todo, do começo ao final do livro, foi bem irritante. Sem falar do vai e vem do casal, do morde e assopra, do <i>eu te quero</i> e <i>não te quero</i>. Isso se arrastou do começo até o <i>último</i> capítulo do livro. E não vou nem começar a falar da arrogância de Arkim de olhar pra Sylvie e resolver que a teria para si, nem da falta de força de vontade dela em colocá-lo em seu devido lugar e fazer valer todos os princípios que ela tão orgulhosamente dizia ter. Me diz quem aguenta uma coisa dessas?
Não é que a história tenha sido ruim. Teve até uns trechos que dava pra curtir. E eu li super rápido, porque estava doida pra ver como o mocinho ia reagir quando descobrisse que a mocinha não era nada daquilo que ele pensava. Quando eles baixavam a guarda e agiam como um casal de verdade, até que a coisa ficava boa. Mas esses momentos foram tão raros, que nem deu pra curtir muito, não. O livro tinha tudo pra ser ótimo, mas no final das contas acabou ficando entre razoável e bonzinho. Uma pena!
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