A chave dos mundos (A chave dos mundos - coleção- livro 1 #volume 1) - A torre de Phart Halor

    Zeca Machado,

    Althea editora
    2010
    405 páginas
    13h 30m
    ISBN-13: 9788591176304
    Português Brasileiro

    Em um mundo distante, tudo corria bem na cidade de Cirról, quando Ziloun, o sumo sacerdote do templo de Urttor, avistou uma sombra que começava a se formar. Durante o inverno, após dez anos de caçada, o mestre ferreiro Liohr e sua esposa, que viviam em um ponto afastado da cidade, acabaram de receber o maior dos tesouros e seu humilde la: o nascimento de duas lindas meninas. A família não tinha o menor conhecimento ate seguir para a cidade, durante o equinócio da primavera para agradecer aos deuses o inestimável presente. Na cidade destruída, Liohr é alertado por seu maior amigo, que o exercito negro seguindo uma profecia, procurava por uma criança recém-nascida. Buscando segurança, decide fugir com sua família para terras distantes. Perseguidos pelos soldados, Liohr com uma de suas filhas se separa da esposa e do outro bebê. Salvos, viveram uma vida élfica por dezessete anos, desconhecendo o paradeiro da outra família. O ferreiro sentia em seu coração que a esposa e a outra filha permaneciam vivas e, quando sonhos estranhos começavam a povoar a mente da jovem Narhen, chamando-a por caminhos obscuros, pai e filha decidem partir a procura de respostas. Através da justiça, amizade e lealdade e, lutando contra a apressão pelos caminhos que percorrem, pai e filha encontram novos companheiros de jornada e inimigos poderosos e perigosos. Em sua jornada para o reencontro da família, Narhen descobrem que seu destino e de sua irmã já estava determinado milênios antes de seus nascimento.

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    Elizabeth Costa Teixeira19/02/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Odeio dar títulos para qualquer coisa

    O livro do autor nacional Zeca Machado conta a história de uma família separada em uma perseguição às filhas do casal. As gêmeas Ishiá e Narhen foram marcadas pelos deuses desde seu nascimento com a missão de livrar seu mundo do exército das sombras. Sem saber da existência uma da outra, as duas cresceram separadas até receberem sinais de que sua missão estava para começar. Narhen e o pai Liohr enfrentam muitas dificuldades em sua jornada para encontrar a irmã, que treina para aumentar seu dom da visão na cidade élfica de Phart Halor. O enredo é bacana, mas o universo e a abordagem passam longe de originalidade... A narrativa é extensiva e exaustivamente descritiva, chegando a ser seca. É também maniqueísta ao ponto de ultrapassar os filmes antigos da Disney (antigos, porque os novos já aprenderam a desconstruir esses estereótipos), o que me faz pensar que o público alvo deve ser bem infantil, porque a nossa geração acostumada a Guerra dos Tronos não vai cair nessa. Mas o que menos aguento é a repetição. Todas as mocinhas/heroínas são lindas. Todos os vilões são enormes e usam as mesmas ofensas. Tudo e todos são “extremamente ágil para o seu tamanho” ou “muito leve para sua força/resistência”. Todos os personagens se tratam da mesma forma e simpatizam ou antipatizam com os protagonistas por nenhum motivo aparente. Enfim, eu me senti vendo alguém brincando com bonecos enquanto lia. Isso sem mencionar o quanto os diálogos soavam mecânicos e artificiais. Como disse no último histórico, ninguém fala desse jeito, gente! Autores brasileiros parecem ter essa mania de querer usar a gramática perfeita quando escrevem os diálogos e aí o texto fica esquisito. E mesmo se ignorarmos isto, ainda tem o ponto que todos os personagens falam exatamente da mesma maneira, não interessando raça, civilização, idade ou sexo, muito menos o fato de que algumas das civilizações mencionadas não têm contato sequer o mundo exterior, quanto mais umas com as outras. Enfim, não dá para diferenciar a fala de ninguém neste livro, não dá para definir personalidades. Foram 413 páginas de leitura e se você me perguntar o que sei sobre a protagonista, a resposta vai ser algo do gênero “ela tem olhos de cores diferentes, luta bem e tem uma irmã gêmea”. O livro não é ruim, mas o autor falhou feio exatamente nas áreas que sou mais crítica: construção de personagem e narrativa. Me entristece dizer que a melhor parte do livro é a estética: capa e ilustrações lindas, ótima diagramação e o livro é bem leve para o seu tamanho.

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