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    Dois Regimes de Loucos - Textos e entrevistas (1975-1995)

    Gilles Deleuze

    Editora 34
    2016
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788573266351
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    Organizada por David Lapoujade, a coletânea Dois regimes de loucos, de Gilles Deleuze, lançada na França em 2003, foi saudada no mundo inteiro como um marco decisivo. Cobrindo os últimos vinte anos da vida do autor, período que viu nascer obras tão cruciais para a filosofia contemporânea como Mil platôs, Cinema 1 e Cinema 2, O que é a filosofia?, A dobra, Crítica e clínica, os textos e intervenções aqui reunidos têm o amplo poder de, por um lado, iluminar esses grandes livros, o contexto de sua escrita e de sua recepção, e, por outro, de soarem inteiramente novos, mesmo aos leitores experimentados em sua obra. A chave para esse efeito inusitado reside no fato de que, como aponta Peter Pál Pelbart, Deleuze opera os conceitos como uma necessidade vital, "um acontecimento sempre por vir". É isso que faz com que os mais de sessenta ensaios, artigos, cartas, manifestos, depoimentos e entrevistas aqui coligidos configurem um campo sempre aberto para a experimentação do pensamento. Quer tratando de Proust ou da questão palestina, de Francis Bacon, Maio de 68, o cinema, a psicanálise ou os "novos filósofos", o autor de O anti-Édipo é capaz de extrair de cada matéria um problema e um conceito novos, inseparáveis de uma afetividade, uma percepção, um modo de viver e criar.

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    Gilles Deleuze profile picture

    Gilles Deleuze

    O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc. O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari). Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao. Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos. As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza. Uma das grandes contribuições de Deleuze foi ter se utilizado do cinema para expor sua forma de pensamento, através dos conceitos de cinema-movimento e cinema-tempo. Deleuze foi um dos filósofos que teorizou as instâncias do atual e do virtual (já elaboradas por outros pensadores), construindo um olhar sobre o mundo a partir das possibilidades: "Um pouco de possível, senão sufoco"

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    Gilles Deleuze