A luz que não se apaga (Jiddu Krishnamurti) -

    não informado

    Instituição Cultural Krishnamurti
    1973
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Um dos aspectos fundamentais dos ensinamentos de Krishnamurti, além do autoconhecimento, é a necessidade de morrermos a cada instante para as experiências passadas, boas ou más, do nosso viver cotidiano. Morrer psicologicamente para o passado, e ignorando o futuro, viveremos no presente com o espírito renovado, juvenil, aberto à realidade. Destarte, com a mente descondicionada, teremos paz íntima e amor no coração. Tradução de Hugo Veloso.

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    Carla Parreira27/11/2023Resenhou um livro
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    A luz que não se apaga (J. Krishnamurti)... Melhores trechos: "...Ouvis uma certa palavra e vossa mente vos diz que é um insulto, vossos sentimentos vos dizem que ela é desagradável; mais uma vez vossa mente intervém, para controlar, justificar, etc.; e, de novo, o sentimento entra em ação, no ponto em que a mente se deteve. Dessa maneira, um fato provoca uma reação em cadeia, de diferentes partes de vosso ser. O que ouvistes dizer foi dividido e, se vos concentrais num desses fragmentos, perdeis de vista o 'processo total' do ouvir aquela palavra. O ouvir pode ser fragmentário ou pode efetuar-se com todo o vosso ser, efetuar-se totalmente. Assim, por 'percepção do todo' entende-se percepção com os olhos, com os ouvidos, com o coração, com a mente; não, percepção com cada uma dessas coisas, separadamente. É atenção integral. Nessa atenção, a parte, tal a cólera, tem um significado diferente, uma vez que está relacionada com muitas outras coisas... No aprender não há acumulação. O saber difere do aprender. Saber é acumulação, conclusões, fórmulas, mas o aprender é um movimento constante, um movimento sem centro, sem começo nem fim... As expressões da mente são fragmentos da mente. Cada fragmento se expressa de sua maneira própria e contradiz outros fragmentos. Um sonho pode contradizer outro sonho, uma ação outra ação, um desejo outro desejo. A mente vive nesta confusão. Uma parte dela diz que precisa compreender uma outra parte - um sonho, uma ação ou um desejo. Assim, cada fragmento tem seu observador próprio, sua atividade própria; em seguida, um 'super-observador' procura juntá-los, todos, harmonicamente. O 'super-observador' é também um fragmento da mente. São essas contradições, essas divisões, que dão origem aos sonhos. A verdadeira questão, pois, não é a interpretação ou compreensão de um dado sonho, porém, sim, a percepção de que esses numerosos fragmentos estão contidos no todo. Vedes, então, a vós mesmo como um todo, e não como fragmento de um todo... Na plenitude do silêncio, o condicionamento do passado cai por terra..."

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