Mulher ao Mar MAYDAY lanço, porque a guerra dura e está vazio o vaso em que parti e cede ao fundo onde a vaga fura, suga a fissura, uma falta – não um tarro de cortiça que vogasse; especifico: é terracota e fractura, e eu sou esparsa, e a liquidez maciça. Tarde, sei, será, se vier socorro: se transluz pouco ao escuro este sinal, e a água não prevê qualquer escritura se jazo aqui: rasura apenas, branda a costura, fará a onda em ponto lento um manto sobre o afogamento. (Margarida Vale de Gato)

