A história da conjuração mineira contada desde uma perspectiva lírica (não documental), pelas lentes de uma das maiores poetas brasileiras. Está dividida em quatro grandes partes, ou cenários:
1) Descreve os precedentes, a febre do ouro, as primeiras lutas, algumas histórias (Felipe dos Santos, Chica da Silva, Chico-Rei) e o nascimento de Tiradentes.
2) Retrata Vila Rica ("país das arcádias"), o desenvolvimento da rebelião, se centra em Tiradentes, Claudio Manuel e o traidor Joaquim Silvério, arquétipo dos traidores de todos os tempos.
3) Expõe as consequências da conjuração, as execuções dos principais representantes, e as aflições de Tomás Antônio Gonzaga e Maria Joaquina (Marília).
4) Relata a atitude dos portugueses castigadores e honra os rebeldes na Fala aos Inconfidentes Mortos.
A poesia desse livro, e a do seu irmão "Amor em Leonoreta", difere bastante do grosso da produção da autora. Ambos são poesias narrativas, com alicerces no trovadorismo. O Romanceiro possui 85 romances e outros poemas que estão compostos em sua maioria por redondilhas com rimas imperfeitas. Cecília usa muitos elementos do arcadismo, para situar o romanceiro no tempo e homenagear os poetas que participaram da conjuração. Mas apesar de usar a Inconfidência como fundo, a obra é transcendente, e trata sobre a busca continua por justiça e liberdade, convidando os leitores a refletir sobre o lado que desejam ocupar na história.