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    Swing Time -

    Zadie Smith

    Penguin Press
    2016
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9781594203985
    3.7
    15 avaliações
    Leram16Lendo2Querem31Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos1Desejados31Avaliaram15

    Two brown girls dream of being dancers--but only one, Tracey, has talent. The other has ideas: about rhythm and time, about black bodies and black music, what constitutes a tribe, or makes a person truly free. It's a close but complicated childhood friendship that ends abruptly in their early twenties, never to be revisited, but never quite forgotten, either... Dazzlingly energetic and deeply human, Swing Time is a story about friendship and music and stubborn roots, about how we are shaped by these things and how we can survive them. Moving from North-West London to West Africa, it is an exuberant dance to the music of time.

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    Tiago Germano picture
    Tiago Germano02/05/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Ritmo Louco (1936) é um dos melhores momentos da filmografia da dupla Fred Astaire e Ginger Rogers. Na carreira de Zadie Smith, porém, o título possui um brilho tímido numa obra marcada por livros como Sobre a Beleza e Dentes Brancos (considerado pela Time um dos 100 mais importantes romances de língua inglesa escritos entre 1923 e 2005). A referência ao musical não é gratuita. Tracey e sua amiga (a narradora, que lembra a relação de amizade desde a infância) são duas aspirantes a bailarinas que têm adoração ao universo da dança e se divertem imitando os passos dos filmes e clipes que veem na televisão. Enquanto Tracey demonstra um talento natural para os holofotes, a narradora vai aos poucos se distanciando dos palcos e penetrando nos bastidores – até o ponto de se tornar a assistente pessoal de Aimee, uma artista pop cuja carreira e caprichos consomem boa parte do tempo de sua vida adulta. O romance começa de forma potente, numa abertura in media res carregada de culpa. Este trampolim nos impulsiona ao passado da narradora com uma gravidade que não se sustenta ao longo das páginas. O passado vai se dispersando num presente diluído, que enfraquece a densidade das personagens com episódios que não parecem possuir uma carga dramática correspondente aos movimentos narrativos que Smith tenta performatizar. Provas disso são as pequenas rupturas que vão ocorrendo na amizade com Tracey, contadas ao passo que a relação com Aimee vai se aprofundando e atuando como um torvelinho capaz de tragar todos os laços de afeto da narradora (a exemplo de seu contato com a mãe, que rende de longe as melhores páginas do livro). Tudo isso se dá numa coreografia dispersa, que só piora quando a atmosfera muda do cenário metropolitano, de cidades como Londres e Nova Iorque, para um país no oeste da África onde Aimee pretende estabelecer uma fundação. Leia também: O Babaçu Livre – 39 Lâminas O romance só se equilibra já ao final, quando Tracey retorna como uma figura persecutória que paira sobre a vida da narradora e de sua mãe. É quando o elo com Aimee também começa a se fraturar, e voltamos àquele ponto inicial numa circularidade eficaz, embora marcada por tropeços. Se, no cinema, o feio Fred Astaire tinha o charme e a maestria a seu favor – além do talento e da beleza indiscutíveis de Ginger Rogers -, na literatura, a insípida narradora deste “Ritmo Louco” parece a todo momento querer afastar o leitor, evitando o “cheek to cheek” da empatia. O resultado é um dueto longo e muitas vezes tedioso, sem o frenesi ou o swing que promete.

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 15
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
    Zadie Smith profile picture

    Zadie Smith

    Zadie Smith é considerada uma das escritoras mais talentosas de sua geração. Descendente de ingleses e jamaicanos, com 24 anos lançou seu primeiro livro, Dentes brancos, enorme sucesso de público e crítica, que vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares nos países de língua inglesa. Traduzido para mais de vinte línguas, Dentes brancos ganhou numerosos prêmios, entre eles o Guardian First Book Award, o Whitbread First Novel Award e o Commonwealth Writers Prize. O caçador de autógrafos, publicado em 2002, é seu segundo livro e já lhe rendeu uma indicação para o Orange Prize de ficção e um lugar entre os vinte melhores jovens romancistas britânicos indicados pela prestigiosa revista Granta. Seu terceiro romance, Sobre a beleza, foi indicado em 2005 ao Man Booker Prize, um dos maiores prêmios literários do mundo, e venceu o Orange Prize de ficção de 2006.

    56 Livros
    30 Seguidores

    Zadie Smith