É com um sentimento de satisfação na caminhada até aqui que o Instituto Pró-Livro apresenta a 4a edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Os dados coletados pelo Ibope Inteligência em 2015 nos convidam à reflexão sobre os avanços e desafios que nosso país enfrenta para a criação de uma sociedade efetivamente leitora. Além de inquestionável propulsor do saber, o livro precisa ser valorizado como importante fonte de crescimento pessoal e de entretenimento. Esses fatores também ajudam a criar estofo para uma formação humana e crítica que, numa dimensão coletiva, aliada à educação de qualidade, pode conduzir ao progresso. É preciso apostar no aumento do número de leitores a partir de um tripé essencial formado pela família, pelo Estado e pela sociedade civil. No primeiro caso, a propósito, em resposta a uma nova pergunta adicionada a esta edição da pesquisa, a figura da mãe surge como a principal influenciadora no gosto pela leitura. Ao Estado cabem os investimentos a longo prazo em educação, o empenho na formação de professores e mediadores de leitura, os esforços para a implementação do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e o fortalecimento do sistema de bibliotecas públicas. Essas, aliás, conhecidas por 55% dos respondentes, mas pouco frequentadas (20% dos respondentes).
Retratos da Leitura no Brasil 4 (Retratos da Leitura no Brasil #4) -
Zoara Failla
Edições (1)
Ver maisEu vivo em uma bolha quando o assunto é ler/gostar de ler/falar sobre livros. Por causa disso resolvi ir atrás de algo que me esclarecesse os motivos por eu viver nessa bolha. Já havia lido algumas matérias mostrando os hábitos de leitores ou não leitores no Brasil, mas então resolvi ir direto a fonte que dá respaldo para essas matérias que estão na mídia. O Instituto Pró-Livro é responsável pela pesquisa que apresenta o hábito dos leitores e não leitores na 4ª edição do Retratos da Leitura no Brasil. A pesquisa é feita de quatro em quatros anos e cada edição há análises da pesquisas por intelectuais e gráficos mostrando os resultados. Os textos nos dão base para entender contextos e realidades da leitura no país. O livro me trouxe um panorama que eu até pudesse ter tido contato, mas que provavelmente não estivesse claro para mim. O Brasil é um país de leitores, a pesquisa e textos de apoio deixam isso claro. No entanto, é um país que lê majoritariamente a bíblia e livros religiosos. Infelizmente, isso me entristece muito. Isso mostra que a maioria da população ainda lê ou só lê por influência de seus líderes religiosos. Não há diversificação na literatura consumida. Outro dado que me deixou boquiaberto foi que se comparado com outros países pessoas com nível superior no país lê muito menos. Quanto maior a escolaridade maior o número de livros lidos, mas não aqui no Brasil. Ao mesmo tempo que isso me desconcertou lembrei que inúmeras pessoas ao meu redor mesmo com nível superior completo não gostam de ler. Chegam a odiar. Um autor de um texto de apoio, que não me recordo o nome no momento, chegou a dizer que os resultados da pesquisa eram esquizofrênicos por haver tantos resultados insatisfatórios em um país aparentemente está lendo mais do que nos anos anteriores. Os pesquisadores e autores convidados nos lembram que o governo deve manter projetos para incentivarem as pessoas a lerem ainda mais, assim como a sociedade civil e os familiares devem ter papel importante na formação de novos leitores. O Retratos da Leitura do Brasil me mostrou que estamos evoluindo no mundo da leitura, mas que ainda temos muito chão para caminhar e lote para capinar e ter um resultado compatível com países mais evoluídos. O texto de apoio que mais gostei foi o que analisa a leitura por meio de dispositivos digitais e aparelhos específicos para leitura (kobo, kindle, lev e etc). Deixo a recomendação desse livro para também tem curiosidade em entender a leitura no Brasil fora da bolha.
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