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    Enegrescência - coletânea poética

    Louise Queiroz

    Ogum's Toques Negros
    2016
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9788569277088
    Português Brasileiro
    4.4
    8 avaliações
    Leram8Lendo0Querem5Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos3Desejados5Avaliaram8

    Esta antologia, em especial, denota muitas outras coletividades. É produto de um concurso literário, que contou com a participação de críticos e escritores na comissão de seleção, e contemplou poemas inéditos e afinados com a atuação do coletivo que o idealizou: o Projeto Enegrescência, voltado à divulgação das literaturas afro-brasileira e africanas, por meio da organização de saraus e da formação de um acervo digital de obras e autores. Com o sarau, o Enegrescência se soma a muitos outros espalhados nas periferias do país e consolida o modelo de recital regular como linguagem política de militantes das palavras, do direito à cultura e de artistas em busca de um lugar no mercado, além de ser utilizado por movimentos sociais de diferentes agendas por seu poder de mobilização. E com o acervo digital, o Enegrescência assume a importante tarefa de demonstrar que, mais do que uma tradição oral, as populações afrodescendentes produziram acúmulos e diversidades estéticas também na tradição escrita/literária, que só carecem de mais ações de preservação e circulação.

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    Lais Porto (@umaleitoranegra)25/11/2018Resenhou um livro
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    Enegrescência - coletânea poética

    Enegrescência é mais uma coletânea de poesias que está na árdua luta de reunir o máximo de escritores e escritoras negras e divulgar para o mundo, não apenas para nós povo negro, mas para todos que se interessem, são poesias com dilemas, alegrias, tristezas, dores, desamores, e tantas outras questões que nos atravessam enquanto pessoas negras, contudo são poesias que fazem refletir qual lugar estamos ocupando dentro da sociedade, pessoas negras e não negras, então cara gente branca qual posição dentro de uma estrutura racista, machista e homofóbica você está ocupando? Como sempre, seja em antologia de poesia ou de contos, reparei a quantidade de mulheres, nesta coletânea teve 9 mulheres e 10 homens. Alguns nomes já conhecia dos Cadernos Negros, ou de obra individual, ou por serem de Salvador mesmo e eu já estar seguindo e vendo tudo que publicam nas redes sociais rsrsrs outros foram uma grande surpresa e novidade, como no caso de Emanuelle Aduni Goes, conhecia esta profissional de palestra e por sua pesquisa dentro da área da saúde, já falei outras vezes, mas repito sou fonoaudióloga e ver profissionais da saúde neste espaço da literatura é muito agradável, principalmente as mulheres negras. Algumas poesias me chamaram a atenção, alguns pela formatação que estava estruturada, tipo, todas as poesias de César Sobrinho estão em letra maiúscula, em caps look, sim dá aquela sensação de que ele tá gritando, clamando para que realmente preste atenção nas suas palavras, outras me chamaram a atenção pelo forte conteúdo que carregava, como a poesia 135 decibéis de Cristiane Sobral e Bicha Preta de Marcelo Ricardo, são poesias de pessoas que não estão dispostas a estar nas entre linhas, ou em alguma mensagem subliminar, eles dizem com todas as letras, com toda a dor, revolta, angustia, sofrimento, resistência, porém utilizando todo o lirismo de uma bela poesia. A autora que mais me chamou a atenção foi Patrícia Maria, não conhecia, foi o Enegrescência que nos apresentou através desta coletânea poética, agradeço muito, pois foram poesias que falaram de uma forma especial pra mim, todas as suas poesias falam de um renascimento após o termino do relacionamento, me fizeram relembrar memórias e fortalecer algo que já tenho certeza, não se engane pensando que as poesias são de amor, com palavras que vão acariciar sua cabeça, são poesias super diretas, de despedida, de dor, mas que dizem – Preta, manda embora o que te feriu e continue. Nos Cadernos Negros as fotos das escritoras e escritores aparecem no fundo dos livros, nessa coletânea aparece a foto no início de cada parte das escritoras, possibilitar que nós leitoras visualize as escritoras é de estrema importância, pelo menos pra mim que não sou boa de gravar nome, mas de gravar fisionomia sou ótima rsrs, além disso sabemos da invisibilidade das escritoras negras, principalmente para as que não tem publicações individuais e esse trabalho de dar rosto para cada escritora preta se faz essencial.

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    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
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    Louise Queiroz

    É baiana, filha de Maria, Mona Nkisi, escritora, ensaísta e poeta. Formada em Letras pela Universidade Federal da Bahia e autora do livro de poemas Girassóis estendidos na chuva, publicado em 2019 pela editora Paralelo13s. Tem poemas publicados em algumas coletâneas poéticas como Enegrescência (2016), Cadernos Negros 39 - poemas afro-brasileiros (2016), Kama - poemas e contos eróticos, revista Organismo (número 5), no e-book Cadernos Araxá e em alguns sites como Diários Incendiários e Escritoras Negras da Bahia.

    5 Livros
    4 Seguidores
    Bahia, Brasil

    Louise Queiroz