🧝♂️
Através de histórias e parábolas ele mostra que ao encontrarmos maneiras de suprir as necessidades humanas e comuns, deixamos de buscar o que em verdade é o nosso destino. Os homens conhecerão a verdade e a plenitude quando já não esconderem a sua essência. No mundo interior tudo está registrado; não há instante sequer que não esteja gravado nos arquivos do cosmos. Quando temos as mãos cheias não podemos receber o que a Abundância continuamente nos traz. Se uma nascente não deixasse fluir a fresca água que dela brota, não cumpriria o seu destino e sucumbiria pela própria estreiteza.
A abundância é como um rio que corre sem parar em ponto algum, e que rega todos os campos por onde passa. Quando nada temos percebemos a totalidade em nós. Nada pode mudar o curso da vida e não podemos retirar de ninguém o que lhe está destinado. O que vemos externamente é a forma e não a fonte da Luz. Não devemos lastimar o passado, reter o fluir da vida, premeditar as ações e nem nos consagrar ao futuro. Os servidores da Lei vivem no presente.
Assim como o sol mostra seus sete raios que não vemos, também no universo sete são os caminhos para se chegar à Fonte. Cada um deles determina uma nota, uma hierarquia e um aspecto do Supremo manifestado na criação. Descobrimos essa Fonte quando o amor pelo silêncio supera o desejo de saber. O verdadeiro serviço é aquele cujos frutos não pertencem ao servidor; a verdadeira ação é aquela que não fixa o ser no ponto por ele alcançado; o verdadeiro amigo é aquele que indica os passos a dar; a verdadeira entrega é aquela que nada pede para si.
O correto uso da mente, o uso evolutivo da força criativa e a ascensão da energia nos seres humanos são parte essencial do caminho do homem, para que este se liberte e, finalmente, possa ser útil ao grande plano evolutivo que aos poucos vai entrevendo.