A Dama das Camélias (Grande Hotel Edição Mensal Nº 14) -

    Fotonovela

    Vecchi
    1971
    80 páginas
    2h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Armand Duval é um estudante de Direito na Paris de meados do século XIX. Jovem vindo de uma família burguesa interiorana, apaixona-se por Marguerite Gautier, a cobiçada cortesã dos salões e teatros parisienses. Marguerite - vendida, corrompida, perdulária, amante de vários homens - corresponde ao amor do jovem, que provoca uma reviravolta na vida da cortesã. Mas o futuro dos dois amantes enfrenta os mais rígidos obstáculos.

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    R .22/03/2021Resenhou um livro
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    Fotonovela de 1971

    Leitura para pessoas afeiçoadas a dinâmica diferenciada de outros tempos, redundante em experiência agradavelmente nostálgica ou pouco satisfatória por disposições como textos em excesso e alterações sutis ou radicais na adaptação. Gosto da experiência, que revela também curiosidades diversas. Uma bastante inusitada está na capa, pois a respectiva fotonovela, tão sóbria, teve indicação para maiores de 16 anos. Talvez pelo teor que considerassem escandaloso, sobre o amor de uma cortesã. Imagina se tivessem oportunidade de ver hoje o que é escancarado para as crianças... A produção é italiana e o que foi mais chamativo em minha leitura foi a atriz que posou como Margarithe Gauthier. Eita, que mulher linda! Não conhecia. Até relevo a adaptação ter transformado Margarithe numa loiríssima.. Buscando informações, Virna Lisi foi diva do cinema italiano e faleceu em 2014, próxima dos 80 anos. Curiosamente é possível encontrar entrevista dela dizendo que a beleza trouxe-lhe algumas dificuldades e tristeza na profissão, por limitar os papeis... Voltando ao que interessa, a parte de leitura mais instigante na adaptação está nos eventos finais, desde o reencontro de Armand com Catherine em um baile. Algo que sensibiliza, no conhecimento do leitor sobre as secretas e altruístas disposições da jovem pelo rompimento do romance, e a postura de seu amado em querer vingancinha em seus brios passionais. Tudo isso desperta-me criticidade sobre a percepção do amor. Faltou um pouco de expressividade nas encenações ao longo da obra e, em termos de fidelidade, ocorreram certas alterações. Não é ruim não, estou só caracterizando o que guardo em lembrança. Em devaneio final, não poderia deixar de registrar que li recentemente também a fotonovela "Madame Bovary", o que me fez traçar o paralelo: Emma Bovary é alguém com ideal de felicidade que satisfaria no glamour vivenciado por Margarithe Gauthier, enquanto esta outra seria feliz, ao lado de um amor que a realizasse, em todas as coisas simples desprezadas por Emma. Leitura em Macapá, idos da pandemia... Graças a Deus a vacinação está chegando na casa dos 60 anos em minha cidade, numa contagem regressiva...

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