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    O pensamento de Che Guevara -

    Michael Löwy

    Expressão Popular
    2003
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8587394037
    Português Brasileiro
    3.8
    84 avaliações
    Leram156Lendo16Querem156Relendo1Abandonos5Resenhas10
    Favoritos6Desejados156Avaliaram84

    Nascido em 1928 e assassinado em 1967 em uma emboscada na Bolívia, onde lutava contra as forças que oprimiam o povo boliviano, seu compromisso com a História foi forjado na luta diária, no campo, na cidade e na trincheira revolucionária, clandestina ou legal, quando colocou o seu pensamento em prática. Pelas suas intervenções políticas, o pensamento que desenvolveu e o significado que sua trajetória assumiu, Che tornou-se um dos símbolos do século de maiores transformações e enfrentamento de idéias e de forças que a humanidade já conheceu. Che é um exemplo de luta intransigente, o que faz de sua militância um legado para as novas gerações de lutadores e lutadoras do povo por um mundo melhor. Escrito em 1969, dois anos após a morte de Ernesto Che Guevara numa emboscada na Bolívia, este título é uma síntese da contribuição teórica do revolucionário argentino-cubano. Além de mostrar as motivações éticas, políticas e humanistas, destacam-se textos e temas (o pensamento filosófico, o pensamento econômico e a guerra revolucionária) que tratam dos desafios enfrentados por Che na revolução cubana. O autor conclui a obra discorrendo sobre o significado do guevarismo em nossos dias.

    Resenhas (10)Ver mais
    Hugo Lousada Ferreira picture
    Hugo Lousada Ferreira30/01/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Achei boa a leitura. Fácil e intrigante.

    Vamos lá: primeiramente, acho que o texto poderia ter mais propriamente do Che mesmo. Eu entendo a necessidade de contextualizar algumas coisas de acordo com os debates da época, mas às vezes rola uma forçação de barra por parte do autor, tentando colocar Che dentro de categorias específicas só pelo fato de ele acreditar que isso ou aquilo seja melhor. Faltaram citações do próprio Che. Ao mesmo tempo, entendo que o livro é bem completo. Fala da questão do foquismo (mesmo sem citar o termo diretamente); fala da questão do homem novo (que era meu objetivo com essa leitura, inclusive); fala da questão militar; inclui a questão pedagógica, mesmo que indiretamente; e também fala (e muito) da questão econômica, sendo esse o maior capítulo. O grande ponto da questão é o autor tentar colocar, como eu disse, o Che numa "caixinha", como se ele fosse isso ou aquilo. Há de ser dito: o próprio Che assim se considerava? Michael Lowy diz que Guevara é trotskysta, anti-URSS, e algumas outras coisas. Vou ser claro e direto sobre isso: são afirmações erradas. E o autor sabe. Mas há um grande malabarismo teórico pra tentar encaixar Che em um campo que ele mesmo não se encontra nem nunca se encontrou. Leiam as cartas de Che, que são facilmente achadas na internet, em especial uma enviada a Armando Hart, grande intelectual cubano. Trotsky, pra Che, era um revisionista que deveria ser lido, e ele deixa isso muito claro não só nessa mas em outras cartas tbm. Enfim, há fracionismos que devem ser combatidos. Esse lance de trotskismo/stalinismo é um câncer pro debate marxista, principalmente da maneira como é posto atualmente.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 84
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas6%
    Michael Löwy profile picture

    Michael Löwy

    Michael Löwy (São Paulo, 6 de maio de 1938) é um pensador marxista brasileiro radicado na França, onde trabalha como diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique. É um relevante estudioso do marxismo, com pesquisas sobre as obras de Karl Marx, Leon Trótski, Rosa Luxemburgo, Georg Lukács, Lucien Goldmann e Walter Benjamin.

    39 Livros
    35 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Michael Löwy