A mágoa de uma nação assolada por uma cruel ditadura emergindo de uma história universal - e ao mesmo tempo surpreendente - sobre o amor e a sempre frágil relação entre pai e filho. Tudo isso contado em estilo tradicional, na contramão dos novos narradores e seus romances com ritmo ágil, linguagem entrecortada e múltiplos pontos de vista, por um dos escritores mais promissores do século XXI, segundo a conceituada revista The New Yorker. Ganhador do PEN/Faulkner Malamud Award com a coletânea Para alívio dos impulsos insuportáveis, o judeu nova-iorquino Nathan Englander vem ao Brasil para lançar O Ministério de Casos Especiais, sua aguardada estréia na narrativa longa. O escritor é uma atrações da FLIP 2008, no início de julho. Encenado na capital argentina à época da ditadura, em 1976, o livro acompanha a trajetória de Kaddish Poznan, um judeu excluído da própria comunidade judaica de Buenos Aires. Além de apagar lápides de túmulos de gângsteres e prostitutas, abolindo o passado que denigre a reputação de famílias judaicas inteiras, Kaddish ainda se esforça para conquistar um filho que o renega e luta por uma mulher que está sempre a salvá-lo. Uma bela homenagem à tradição judaica e aos seus grandes escritores através de uma história imersa numa cadência narrativa que soa secular, celebrando - apesar das mazelas e o que resta de esperança - a força da humanidade.

