Desde o ano de 1992, com a decisão da Conferência de Amsterdã, a Organização Mundial da Saúde mudou de estratégia de erradicação para o controle da malária. O foco principal passou a ser o homem, por intermédio do acesso ao diagnóstico e tratamento precoces, complementado pelo controle vetorial seletivo e integrado, com participação comunitária, e ajustado às situações eco-epidemiológicas de cada região. O elevado custo das ações de controle vetorial e a necessidade de garantir os padrões técnicos adequados de cobertura e qualidade para obter impacto determinam que a execução de intervenções custo-efetivas seja um desafio técnico e operacional permanente para as equipes e os gestores locais. Nesse contexto, há necessidade de uma abordagem baseada no manejo inteligente da informação em nível local, a sistematização de procedimentos e a adoção de rotinas de monitoramento e análise para a tomada de decisões. O manejo da informação epidemiológica e a consolidação de uma rotina de trabalho em entomologia são essenciais para a obten6 Secretaria de Vigilância em Saúde/MS ção de dados robustos sobre os parâmetros que devem ser monitorados a fim de subsidiar a tomada de decisões. Essa proposta demanda um esforço dos serviços para fortalecer a capacidade de gerar e registrar informações padronizadas que possam orientar as decisões tomadas pelo nível local e pelas instâncias superiores. Por outro lado, o fortalecimento do sistema comunitário, promovido, principalmente, pela estratégia da saúde da família e pelos agentes comunitários, é de suma importância para a inserção gradativa das medidas de controle da malária na atenção primária. Esquemas de trabalho que não contemplam esses princípios básicos configuram situações de uso pouco racional dos recursos e desgastam a capacidade operacional do programa e comprometem a sustentabilidade das ações. Essa proposta estabelece uma abordagem que concentra os recursos disponíveis para garantir ações que cumpram esses requisitos nos focos e localidades onde o impacto epidemiológico seja maior, ao invés de desperdiçar recursos em ações incompletas e de pouco impacto. A implementação dessa estratégia possibilitará o uso mais eficiente dos recursos disponíveis, incentivando particularmente o uso mais racional de inseticidas no controle vetorial baseado nas informações geradas no âmbito local, na capacidade dos serviços de atenção primária e na participação efetiva da comunidade no processo desenvolvido no seu território. Essa metodologia de trabalho conta com o apoio técnico da Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS. O Guia para Gestão Local do Controle da Malária, módulo 2 – Controle Vetorial, é mais um instrumento para qualificação da gestão, conforme estabelece a atual política do Ministério da Saúde, por intermédio do Programa MAIS SAÚDE – DIREITO PARA TODOS.
Guia para Gestão Local do Controle de Malária - Controle Vetorial
Ministério da Saúde
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde
2009
64 páginas
2h 8m
ISBN-13: 9788533415782
Português Brasileiro
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