Cheio de poesia na prosa, o romance apresenta a mulher conhecida pela coragem, “estrela do norte” que guiou o marido, Alvarenga. Amparou seu desfalecimento durante a movimentação da Conjuração Mineira, quando supostamente tencionava denunciar os amigos e parceiros de rebelião, impedido apenas pela probidade da companheira.
Revolucionária, transgressora, espantosamente formosa. A figura lendária de Bárbara Helidora, construída sob os pilares do mito, já não pode – e por que deveria? – ser desfeita. À falta de documentos oficiais ou quaisquer provas concretas das ações da heroína “semi-inconfidente”, surge o imaginário popular com suas hipóteses, quimeras, suposições. O mistério foi airosamente preenchido pela imagem da (aqui) loura poetisa.
Se foi silenciosa sua revolução, tanto melhor. Em breve todas as Bárbaras terão direito ao barulho.