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    A arte do romance -

    Milan Kundera

    Companhia Das Letras
    2016
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788535927986
    Português Brasileiro
    3.9
    103 avaliações
    Leram151Lendo12Querem309Relendo1Abandonos2Resenhas12
    Favoritos7Desejados309Avaliaram103

    Um clássico da teoria literária escrito por um dos maiores romancistas do mundo. Primeiro livro de não ficção do autor de A insustentável leveza do ser, A arte do romance é a confissão nascida da experiência prática do romancista. Nele são discutidas em profundidade a evolução do romance e seus aspectos centrais (de Cervantes a Proust, passando por Hermann Broch e Kafka), pelo olhar subjetivo de um artífice que vê ameaçada a continuidade de seu trabalho. Escritos ainda sob o forte impacto da crítica francesa da época do Nouveau Roman e dos ataques pós-modernos, os ensaios procuram restaurar o sentido do romance como gênero autônomo, após o esgotamento da experimentação modernista, sem ceder às tentações que desejavam a recuperação da narrativa romanesca do século XIX.

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    Resenhas (12)Ver mais
    Márcio Ricardo  picture
    Márcio Ricardo 29/03/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A incomensurável importância do romance

    Ensaio onde Milan Kundera expressa sua erudição, percorrendo os caminhos do romance. Centrado na Europa, o autor dá relevância a alguns escritores, desde logo Cervantes. Depois, entre outros, dá especial destaque a Hermann Broch, Robert Musil e Franz Kafka. Uma prazer ler as palavras de alguém com formação superior e, se já tinha curiosidade em me aprofundar nesses autores, esse sentimento só aumentou. Interessantes, também, algumas perspectivas do escritor sobre jornalismo, entrevistas, tradutores e rascunhos, coisas nem sempre fáceis de encontrar. Com certeza quem quer conselhos sobre ser escritor vai encontrar alguns aqui, assim como também se encantará por vezes com a sua escrita e a sua profundidade, ou não fosse ele o autor de A insustentável leveza do ser.

    16 curtidas

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    3.9 / 103
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas39%
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    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    Milan Kundera profile picture

    Milan Kundera

    Milan Kundera é um autor tcheco. Nascido no seio da erudita família de classe-média do senhor Ludvik Kundera (1891-1971), um pupilo do compositor Leoš Janáček e um importante musicólogo e pianista, o cabeça da Academia Musical de Brno de 1948 à 1961. Kundera aprendeu a tocar piano com seu pai. Posteriormente, ele também estudou musicologia. Influências e referências musicológicas podem ser encontradas através de sua obra, a ponto de poder-se encontrar notas em pauta durante o texto. O autor completou sua escola secundária em Brno, em 1948. Estudou literatura e estética na Faculdade de Artes da Universidade Charles mas, depois de dois períodos, transferiu-se para o curso de cinema da Academia de Artes Performáticas de Praga onde realizou suas primeiras leituras em produção de scrpits e direção cinematográfica. Em 1950, foi temporariamente forçado a interromper seus estudos por razões políticas. Neste ano, ele e outro escritor tcheco - Jan Trefulka - foram expulsos do Partido Comunista Tcheco por "atividades anti-partidárias". Trefulka descreveu o incidente em uma de suas novelas, Kundera usou o incidente como inspiração para o tema principal de seu romance A Brincadeira, de 1967. Em 1956, porém, Kundera foi readmitido no Partido Comunista. Em 1970, porém, foi novamente expulso. Kundera, assim como outros artistas tchecos como Václav Havel, envolveu-se na Primavera de Praga de 1968. O período de otimismo, como se sabe, foi destruído no agosto do mesmo ano pela invasão soviética com exercito do Pacto de Varsóvia à Tchecoslováquia. Kundera e Havel tentaram acalmar a população e organizar um levante reformista frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Permaneceu neste intento até desistir definitivamente, no ano de 1975. Vive na França desde 1975, sendo cidadão francês desde 1980. Seus romances geralmente tratam de escolhas e decepções. Em seus livros é recorrente a crítica ao regime comunista e à posterior ocupação russa de seu país, em 1968, quando foi exilado e teve sua obra proibida na então Tchecoslováquia. Entre outros prémios, Milan Kundera recebeu, pelo conjunto da sua obra, o "Common Wealth Award" de Literatura (1981) e o "Prémio Jerusalém" (1985). Sua obra principal, "A Insustentável Leveza do Ser" ganhou em 1988 uma adaptação para o cinema, sob a direção de Philip Kaufman e com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar e reconhecimento mundial. Desde então Milan Kundera nunca mais autorizou a adaptação cinematográfica dos seus romances.

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    Milan Kundera