O caráter determinante do não-cumprido nos fez tomar ciência de que, em nosso tempo de morte seca, já que a mortalidade infantil deixou de ser o que era, o paradigma do luto é o luto do filho. Daí a questão: é imaginável, é possível que, assim, a morte do filho tinha acabado por tomar esse lugar? Em que condições poderia ela ter sido levada a esse estatuto de paradigma gramatical para todo luto? Terá sido preciso para isso, para que fosse avaliada a uma vida de cada um sem outro recurso que essa própria avaliação enquanto humana (ainda que humana demais), que Deus não fosse mais reconhecido como tendo em mão, Ele e Ele só, as cartas do juízo, com efeito, necessariamente final.
Erótica do luto no tempo da morte seca -
Jean Allouch
Companhia de Freud
2004
407 páginas
13h 34m
ISBN-10: 8585717661
Português Brasileiro
Edições (1)
Ver maisResenhas (1)Ver mais
Estatísticas
Avaliações
3.5 / 5- 5 estrelas0%
- 4 estrelas40%
- 3 estrelas60%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%

