Um livro para ser lido em voz alta
Mas vamos falar do livro que me deu esse segundo prazer: leitura em voz alta, com ritmo. O chão que em mim se move (Penalux, 2016, 123 p.) do autor baiano Carlos Barbosa é um livro de contos que de certa forma estão interligados. Vira e mexe voltamos ao Bendiá, às lembranças de infância de um narrador que está presente em várias histórias. E são histórias contadas com tanto bom humor, mas ao mesmo tempo com tanta melancolia e saudade, que me foram arrancadas lágrimas, sorrisos e gargalhadas. Deu aquele conforto, aquela lembrança de voltar para casa (ainda que eu nunca tenha saído). É muito difícil escolher um conto favorito – mesmo que a gente não precise fazer isso, cêis sabem, né? haha Mas é aquele costume que temos de sempre escolher só um. Eu gostei de todos os contos, completamente todos! E confesso pra vocês que isso é raro acontecer, afinal como são historinhas curtas, que não tem um vínculo (lembrando: geralmente), às vezes nos apegamos mais a alguns personagens ou situações. Mas fiquei encantada por todos os contos desse livro. Os que envolvem o Bendiá (no vale do Rio São Francisco) são como refúgio para nossa infância. Nosso narrador vai nos contando de seus amigos (ou “inimigos”), de seu pai (cutucando sua masculinidade de menino tão pequeno), de seu cavalinho, da tia Vitorina, e da trilha pedregosa, aquela malvada. Leia a resenha completa no blog: https://bibliotecarialeitora.wordpress.com/2016/11/18/o-chao-que-em-mim-se-move-carlos/

