O EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ - O EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ

    Moacyr Scliar

    L&PM
    2014
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788525406521
    Português Brasileiro

    Este livro está definitivamente incorporado à literatura brasileira como uma das peças de ficção mais importantes produzidas na década de 70. Aqui, Scliar cria um personagem definitivo, o Capitão Birobidjan, destemido herói de um novo mundo, fanático pregador de utopias, solitário e esperançoso navegador de um mar de indiferença. O exército de um homem só arrebata o leitor através da narrativa ágil, precisa, estruturada sobre cortes no tempo, onde a ficção é envolvida constantemente por uma atmosfera fantástica. O humor amargo de Moacyr Scliar ronda este belo livro. A saga de Birobidjan, o solitário pregador de um mundo melhor, seu louco humanismo, quixotesco, seus sonhos mágicos, fazem deste livro uma leitura emocionante e inesquecível.

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    Clio09/06/2014Resenhou um livro
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    "Em paredes de banheiro, nas folhas que o outono leva ao chão, em livros de História, seremos a memória dos dias que virão, se é que eles virão..." Certo, vamos admitir uma coisa, quem tem mais de trinta anos, provavelmente pegou esse livro já (e talvez só) cantarolando a música. Se Humberto Gessinger escreveu um dos clássicos do rock nacional inspirado nesse livro, verdadeiramente não importa. Pois, a obra não precisa disso para matar a pau um dos mitos da história nacional. Se você não sabe do que estou falando, é melhor correr atrás de um livro de história e tentar procurar alguma coisa sobre colônias anarquistas no sul do Brasil. Ou não. Você pode simplesmente ler o livro e se deliciar com a típica cultura brazuca que (com o perdão da expressão) fode com tudo pretensamente sério - não por ser debochada, mas justamente por ser pé-no-chão. O Exército de um Homem Só conta a história de um pseudo-ativista do anarco-comunismo no Brasil. Tudo na verdade começa sério e pesado, como talvez Germinal de Zola, ou qualquer outro clássico do mesmo tema. E assim, sem nunca divulgar o que realmente pretende, o autor vai impiedosamente dilacerando cada um dos passos do nosso "herói". Não há lirismo aqui, não há pampa pobre ou continentes e arquipélagos, temos apenas a exposição nua e crua que tem mais a ver com a realidade e certas figuras atuais do que se pode imaginar.

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