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    Cadê os Operários? -

    Sergio Lessa

    Instituto Lukács
    2014
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788565999182
    Português Brasileiro
    4.3
    3 avaliações
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    O proletariado não tem comparecido nas lutas de classe como o inimigo da burguesia o que, de fato, é. Por que? Onde se encontram os operários? Cadê os operários? explora essa questão, primeiro, expondo como, desde 1500, as classes trabalhadoras no Brasil têm conhecido uma peculiar evolução histórica. Depois, mostrando como a “aristocracia operária” é o resultado “natural” do desenvolvimento do capitalismo. A “República dos sindicalistas” nada mais é do que a expressão da colaboração de classe da aristocracia operária com o grande capital. Fenômeno típico dos países imperialistas centrais no século 20, essa colaboração se instalou entre nós. Diferente do que ocorre nos países capitalistas desenvolvidos, a “República dos sindicalistas” exigiu a extinção do campesinato, tradicional reserva política das classes dominantes, e sua substituição por um jovem e inexperiente proletariado, localizado nas periferias dos centros urbanos e em pequenas cidades do interior (Toledo, no Paraná, Toritama, em Pernambuco, etc.). Um novo conjunto de contradições entre o capital e o trabalho está amadurecendo em nosso país e novas possibilidades revolucionárias se anunciam no horizonte. Esse é o objeto de Cadê os operários?. Contra-capa: Se o proletariado é a classe revolucionária, por que não comparece como inimigo de classe da burguesia nas lutas dos nossos dias? Por que a classe operária tem sido parte da base eleitoral dos partidos que representam o grande capital? Cadê os operários? examina essas questões partindo de uma breve análise das classes trabalhadoras no Brasil e do desenvolvimento da sua “aristocracia operária”.

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    Doney Corteletti Stinguel04/02/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: Cadê os Operários? – Sérgio Lessa

    “Essa é a gênese do Estado contemporâneo. Ele é a propriedade privada burguesa elevada à política; é a expressão na esfera da política da reprodução do capital. As mercadorias fazem com que os seus guardiões estabeleçam relações entre si e, então, a “vontade” dos indivíduos passa a residir nas mercadorias de que são “possuidores”. Passamos a conhecer a plena regência do fetichismo da mercadoria: a criatura envolveu o criador, e a identidade do último foi cedida à primeira. O indivíduo burguês é a sua propriedade privada, a sua essência são as relações mercantis: a sociedade se reduziu a uma arena na qual todos são “lobos” de todos, e o mundo não passa de uma “enorme coleção de mercadorias”. O lugar dos indivíduos na estrutura produtiva não é, como antes, mediado pelo Estado, mas pelo mercado. Apenas assim as leis do mercado (que nada mais são que as leis da reprodução do capital) podem ter plena vigência. A organização política (o Estado) imprescindível à sociedade capitalista deve aplicar cotidianamente a violência de tal modo a assegurar o predomínio do mercado; deve garantir uma ordem na qual a concorrência de todos contra todos não apenas seja possível, mas, melhor ainda, seja potencializada. O poder deixa de ser hereditário para ser objeto de disputa; sua posse corresponderá à correlação de forças entre as diferentes facções dos proprietários privados, que se manifestam e se organizam principalmente no e pelo mercado. A disputa pelo poder político, por sua vez, requer que os indivíduos sejam guardiões das mercadorias no preciso sentido de que são livres para se mover pelas relações mercantis da forma mais apropriada “aos seus interesses”. Os indivíduos são, então, “livres” – sua liberdade tem por conteúdo as relações sociais que estabelecem “voluntariamente”, buscando o que julgam ser a melhor maneira de reproduzir a propriedade de que são “guardiões”. É o individualismo burguês em seu máximo grau de alienação, e a sua expressão política é a cidadania. Tal como, na esfera econômica, reduz-se o trabalho ao trabalho abstrato, na esfera política abstrai-se o indivíduo concreto no cidadão. A sociabilidade do capital é aquela em que a pessoa real, concreta, plena de mediações, em sua integralidade mais autêntica, simplesmente não tem lugar. A liberdade, de que a burguesia é tão ciosa, não passa da liberdade de cada um realizar aquilo que julga o melhor negócio para a propriedade privada da qual é guardião. Ser livre, agora, é não ter a intervenção do Estado a limitar as possibilidades de ação de cada cidadão no mercado. Até a relação mais íntima das pessoas consigo próprias passa a ser dominada pela mercadoria: uma conta bancária que cresce ou que diminui é parte importante na elevação ou queda do conceito que fazemos de nós mesmos. A liberdade burguesa, por isso, deve ser sempre e a cada momento especialmente regrada: ela é a expressão, na esfera dos atos individuais, das relações concorrenciais – as únicas possíveis entre “guardiões de mercadorias”. Somos, agora, livres lobos dos próprios homens: esse é o conteúdo que a liberdade compatível com a emancipação política tem por limite histórico.” * * Mais do blog Lista de Livros em:

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    Sergio Afranio Lessa Filho

    Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (1987), mestrado em Pós Graduação Em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas, e membro da comissão editorial da revista Crítica Marxista (São Paulo). Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em Fundamentos do Serviço Social, atuando principalmente nos seguintes temas: lukács, ontologia, marxismo, trabalho e marx.

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    9 Seguidores
    Ceará, Brasil

    Sergio Afranio Lessa Filho