Acreditava que "Mestres do Terror" tinha sido a melhor revista do gênero no país. Assisti semana passada um documentário sobre quadrinhos nacionais e o consenso entre os estudiosos foi unânime à revista "Spektro", que começou a ser publicada no final dos anos setenta. O dia que começar a ler essa série exponho as razões (se é que me lembre até lá).
Entendi que o gênero de HQs de terror teve seu auge no país entre os anos 60 e início dos 90. O principal motivo que desencadeou foi a censura que as revistas de super-heróis norte-americanas sofreram por conta de pareceres negativistas e pejorativos, nos anos 60. Houve uma série de restrições, campanhas de boicote e falências de empresas de quadrinhos. O gênero terror surgiu assim como um escapismo e no Brasil teve sucesso em especial por conta dos talentosos ilustradores. O personagem Drácula, por exemplo, teve suas HQs idealizadas e publicadas primeiro no Brasil (e isso em nível mundial, segundo o documentário)
Voltando à essa edição, as histórias são mais elaboradas que as primeiras. Destaque para "A maldição de Mirela Zamanova" (ilustrada por Colonnese, que introduziu a sensual vampira Mirza), "O rubi da deusa krisha" (uma turma de ladrões que se ferrou), "Márcia, a mulher de preto" (a arte de Arellano está mais rebuscada que nas edições anteriores em uma história boba, mas que curti).
Sinceramente, é uma tosqueira só para quem gosta mesmo e estou nessa turma conhecendo e me divertindo em uma rápida leitura sem grandes expectativas.
Na próxima edição, a volta do Drácula...