Pouso Forçado - A História por trás da Destruição da Panair do Brasil pelo Regime Militar

    Daniel Leb Sasaki

    Record
    2005
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-10: 8501068306
    Português Brasileiro

    Neste aclamado livro, com desdobramentos da pesquisa e documentos inéditos, Daniel Leb Sasaki faz a reportagem definitiva sobre o desaparecimento de uma das maiores empresas da história do país: a hoje quase esquecida Panair do Brasil – fechada por ação do governo militar, em 1965. Pouso forçado reconstrói as conquistas da companhia no Brasil e no exterior, expõe o complô político e comercial articulado para derrubá-la e revela a antipatia dos governos militares com os acionistas brasileiros que a nacionalizaram. Sem qualquer aviso prévio, a Panair teve suas concessões de linhas cassadas e os voos entregues às concorrentes Varig e Cruzeiro. Em seguida, foi fechada sem direito de defesa. A obra denuncia a série de ilegalidades e violações de direitos praticadas por magistrados, militares e pelos próprios representantes do Estado brasileiro no processo.

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    Igor Henrique Carvalho07/08/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Assassinato Jurídico

    Imagine que um dia ao sair de casa, ao ler a notícia dos jornais que estão pendurados na banca você encontre em todos eles a mesma matéria em destaque: "PETROBRÁS FECHA AS PORTAS E DECRETA FALÊNCIA". Surreal certo? Afinal, como a petroleira brasileira de renomado conceito internacional e uma das empresas mais poderosas do Brasil poderia da noite pro dia fechar por falta de dinheiro? Em Fevereiro de 1965 no entanto, não uma petroleira, mas uma empresa de aviação chamada PANAIR DO BRASIL, considerada uma das melhores ou a melhor do mundo, acusada de não ter fundos suficientes para arcar com seus compromissos, foi forçosamente fechada pelo governo militar. Todos sabemos dos excessos cometidos pelos militares durante os anos de chumbo contra a pessoa física, que incluíam o assassinato e a tortura. O que dizer, porém, da perseguição às pessoas jurídicas (empresas), no intuito de favorecer aliados e prejudicar críticos do governo que à época ainda era chamado de "revolucionário"? Numa perseguição pessoal contra os acionistas/donos da empresa, Castelo Branco, o ditador/presidente da época, não se importou em pegar no meio de sua perseguição mais de 5 mil funcionários da empresa que se viram da noite pro dia desempregados, nem de destruir uma empresa nacional que fazia de suas lojas no exterior embaixadas não oficiais do Brasil. Um livro elucidante sobre como funciona a ditadura e do quanto interesses pessoais são capazes de destruir um país.

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