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    Enquanto houver champanhe, há esperança - Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral

    Joaquim Ferreira dos Santos

    Intrínseca
    2016
    672 páginas
    22h 24m
    ISBN-13: 9788551000151
    Português Brasileiro
    4.1
    39 avaliações
    Leram50Lendo5Querem99Relendo1Abandonos4Resenhas7
    Favoritos6Desejados99Avaliaram39

    “No fundo, Zózimo foi um verdadeiro anarquista, um Groucho Marx, que observava com elegante desdém o grand monde que circulava em sua coluna. Ele sabia aproveitar o que esse mundo tinha de gostoso, no sentido do tato e do paladar, mas não o reverenciava, não era seu escravo, não era um devoto.” Ricardo Boechat Por quase trinta anos, entre 1969 e 1997, a sociedade brasileira foi desnudada pela escrita espirituosa do jornalista Zózimo Barrozo do Amaral em sua coluna diária no Jornal do Brasil e depois em O Globo. Muito além dos registros sociais, ele oferecia um noticiário que flertava com a economia, a política e o esporte (sua paixão), em um estilo elegante e sem qualquer cerimônia. Fez muitos amigos, ganhou uns poucos desafetos e chegou a ser preso duas vezes durante o regime militar. Joaquim Ferreira dos Santos reconstitui toda a trajetória do colunista, desde sua infância, no bairro carioca do Jardim Botânico, passando por seu começo de carreira quase acidental no jornalismo, até conquistar uma coluna assinada no Jornal do Brasil, aos vinte e sete anos. Ao seguir a trilha aberta por pioneiros como Álvaro Americano, Jacinto de Thormes e Ibrahim Sued, ele fez escola. Enquanto se tornava a mais respeitada grife do colunismo no país, Zózimo registrava nas páginas dos jornais as imensas mudanças ocorridas na elite carioca. As festas saíram dos salões dos grã-finos e instalaram-se em casas noturnas como o Regine’s e o Hippopotamus. A animação movida pelo champã ganhou aditivos como a cocaína. Ao mesmo tempo que retratava o agito social, Zózimo enfrentava os próprios demônios. Viveu amores, momentos de turbulência familiar e sérias questões de saúde. Mas até o final foi um homem apaixonado pela vida, como ele gostava de dizer: “Enquanto houver champanhe, há esperança.”

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    Resenhas (7)Ver mais
    Angélica Correia picture
    Angélica Correia05/12/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Borogodó "comme il faut'.

    Biografia do jornalista/colunista que foi muito além do colunismo social. Com detalhes deliciosos de ler, um passeio por um RJ dos anos 1960 até meados dos anos 1990. Mais do que simplesmente registrar jantares, batizados e casamentos do ‘grand monde’, Zózimo frequentava a elite empresarial, política e intelectual para noticiar os bastidores da vida do País. Assim como Millôr Fernandes, a certa altura Zózimo começou a cunhar frases, tais como: • Quem pensa em dinheiro não ganha dinheiro. • Hoje quase não há mais famílias, só pessoas jurídicas. • Novo-rico me incomoda muito, mas novo-riquíssimo me incomoda muito mais. • O Nordeste bota turista pelo ladrão. O Rio bota ladrão para turista. • Viver bem é você ter um tipo de pretensão do tamanho do seu bolso — mesmo com o risco de ficar a um passo da inadimplência. • O problema de Brasília é o tráfico de influência. O do Rio é a influência do tráfico. • Epitáfio de um hipocondríaco: “Eu não disse?”

    9 curtidas

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    Joaquim Ferreira dos Santos

    Joaquim Ferreira dos Santos nasceu no Rio de Janeiro. Começou no jornalismo como repórter do Diário de Notícias, em 1969, e ocupou diversos cargos em veículos como a revista Veja, o Jornal do Brasil, O Dia e O Globo. Neste último, criou uma coluna de notas no mesmo espaço ocupado anteriormente por Zózimo Barrozo do Amaral. É autor de diversos livros de crônicas, tendo textos incluídos em antologias com o melhor do gênero. Em 2016 publicou pela Intrínseca Enquanto houver champanhe, há esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral.

    9 Livros
    3 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim Ferreira dos Santos