Resistência Genética a Insetos em Espécies Florestais - Revisão sobre o gênero Eucalyptus

    Rubens Marschalek

    Edifurb
    2000
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-10: 8571140944
    Português Brasileiro

    Muito antes da descoberta dos inseticidas químicos, a resistência constituía a espinha dorsal da proteção das plantas contra insetos e doenças. Plantas e insetos fitófagos têm coexistido e evoluído sob pressões de seleção provocadas por ambos, um sobre o outro, por aproximadamente 130 milhões de anos. Assim, não é nenhuma surpresa que as plantas tenham desenvolvido uma variedade de defesas contra insetos. Ambos, inseto e árvore, constituem, portanto, sistemas competitivos e interdependentes bioquímica e morfologicamente. Abordam-se também, nesta revisão, aspectos como: análise das árvores como hospedeiros, a natureza da resistência e suas causas, os mecanismos químicos e físicos de defesa, a defesa induzida em árvores, as estratégias de melhoramento usadas - entre elas, a biotecnologia -, a resistência e tolerância do gênero Eucalyptus e a repelência e efeitos tóxicos deste gênero sobre organismos vivos. Comprova-se a existência de variabilidade genética para resistência à maioria das espécies de insetos-praga em Eucalyptus, possibilitando, assim, o melhoramento genético. Além da economia de divisas com agroquímicos, um menor uso destes ressalta a importância do uso da resistência genética como fator de melhoria ambiental. Consequentemente, as tendências demonstram que um dos componentes promissores no controle de pragas, a médio e longo prazos, é a resistência genética aliada a outras estratégias usadas no manejo integrado de pragas.

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