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    Mestres do Terror Nº 7 - Mirza, a mulher vampiro

    Flávio Colin, Eugênio Colonnese

    D-Arte
    1982
    52 páginas
    1h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3
    1 avaliação
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    Sétima edição da famigerada Mestres do Terror.

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    R .30/09/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A exemplo da edição anterior, a revista publicou mais um conto de renomado escritor, "O desabrochar da estranha orquídea", de H. G. Wells. Curto o autor, mas não gostei desse texto, que é naquele estilo "A pequena loja de horrores", sobre uma planta sinistra, antropófaga, coisa e tal. Entre as HQs: Flávio Colin ilustrou uma sobre certa casa mal assombrada. Um quiprocó (será que ainda usam essa palavra?) para todo desafortunado que vá morar nela; Morto do Pântano deu as caras numa história "fofa" (ilustrada por Colonnese); Notei que a última história (geralmente de duas páginas) tem trazido uma situação de mistério ou intriga verdadeira só para intrigar os leitores, com certeza. Na edição passada foi mostrada a trágica morte do escritor Albert Camus (o 13ª acidente automobilístico no mesmo lugar) e nessa abordaram aquele fenômeno da combustão espontânea do corpo humano. Tem quem se impressione fantasmagoricamente com essas coisas. Mirza também tem uma história, bem tosca e com canalhices. Eita! Foi a sétima edição. Faltam só 55 para finalizar essa coleção...

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    Flávio Colin profile picture

    Flávio Colin

    Desenhista carioca, criado no sul do país, Flavio Barbosa Mavignier Colin iniciou sua carreira de quadrinhista ainda bem jovem, nos anos 50. De acordo com uma entrevista que deu nos anos 80, sua primeira HQ profissional saiu na revista “Enciclopédia em Quadrinhos”, da RGE, em 1956. Seguiram-se X-9, Águia Negra, Dom Quixote, Cavaleiro Negro e outros. O fato de trabalhar em títulos originariamente estrangeiros, serviu para consolidar seu estilo arrojado e diferente, além de lhe conferir um senso profissional, ainda hoje sem paralelos no mercado de comics tupiniquim. Ficou bem conhecido ao transportar para as páginas impressas, o herói radiofônico O Anjo, além da quadrinização de Os Brutos também Amam. Nos anos 60, marcaria definitivamente sua carreira, ao trabalhar no gibi do grande sucesso da TV brasileira: O Vigilante Rodoviário. Colin também atuou na área publicitária e colaborou para a (hoje) histórica revista O Cruzeiro; além de fazer parte de inúmeras tentativas de se nacionalizar a produção de quadrinhos, no Brasil. Para os estúdios de Maurício de Souza e o grupo Folha, produziu Vizunga, um dos primeiros personagens de quadrinhos realmente com background ecológico. Homem de fortes convicções, Colin sempre rendeu ótimas e esclarecedoras entrevistas... tão boas quanto suas histórias. Entre os anos 70 e 80, produziu ininterruptamente, colaborando para as publicações das editoras Grafipar e D-Arte, entre outras. Prolífico até o fim de sua vida, Colin ficou conhecido pela nova geração de leitores brasileiros, ao estrelar publicações especiais como: O Boi das Aspas de Ouro, Estórias Gerais e Fawcett. Colin faleceu em 13 de agosto de 2002, devido a complicações respiratórias. Tem em artistas como Watson Portela verdadeiros admiradores. “O Colin eu gostava por causa do estilo ímpar. Se existiu um desenhista realmente brasileiro, foi o Colin”, lembrou Watson em uma entrevista.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Flávio Colin