A TRAITOR RETURNS. The Cahills are the most powerful family history has ever known. For the past five centuries, they have secretly served as guardians of the world. The Cahills command presidents, take down corrupt governments . . . and are currently led by a fourteen-year-old boy with a superhero complex. Dan Cahill may be young, but he's nobody's fool. So he knows he must act fast when he learns that Sinead Starling, a former friend who betrayed the family, is up to her eyeballs in a plot to control a deadly virus. But is Sinead behind the plot, or is she a hero trying to stop the virus from getting out? The search for Sinead will take Dan and his friends from Cuba to the Bermuda Triangle, where the fate of the world may just depend on whether the Cahills can trust a traitor . . .
Outbreak (The 39 Clues #39) - The 39 Clues: Superspecial
C. Alex London
Essa resenha é mais pra saga inteira do que só esse livro em especifico. Mas resumindo esse livro pelo final "Os Cahills tem que forjar a morte do próprio gato, jogando a caixa de transporte dele no Oceano Atlântico enquanto escapavam de Cuba pq ele está sendo procurado pela CIA por conter um vírus mortal que faz os outros dançarem até a morte." Pra algo que finaliza um ciclo, ele é mais uma história extra ao invés de uma despedida, então vou resumir meu sentimento como alguem que leu todos os 39 livros e praticamente cresceu com essa saga. A caça as pistas é com certeza a parte mais icônica dos livros e a que eu mais lembro com carinho, os contos do Clifford Riley foram tão clichês e perfeitinhos que chegam a ser até melhor que os livros grandes que vem depois, Cahills vs Vesper teve um final decepcionante mas um meio forte, Unstoppable teve um dos vilões mais bobos de todos, Double-Cross teve um grande potencial mas sinto que terminou muito aleatório e esse sequer é um final. Não é tão inacreditável que uma série que se estendeu por quase quarenta livros perdeu sua essência no caminho, mas eu ainda acho inacreditável que mesmo com quarenta livros a maior parte dos protagonistas (principalmente os personagens não-brancos), simplesmente não tem finalização nenhuma nas histórias deles. Pq pelo menos desde Unstoppable eles simplesmente não tem mais plot e são simplesmente estáticos e servem de alivio cômico ou pra seguir as ordens da Amy. A flanderização deles é absurda Jonah teve toda sua história sobre impressionar a mãe e tentar fazer ela se orgulhar dele, isso nunca mais aparece e pro final ele apenas uma caricatura, com o máximo de desenvolvimento é ele querendo fazer algo mais serio e virar mimico, o que é sempre tratado como uma piada, em Double-Cross a casa deles é invadida pelo Outcast e a Cora e o Broderick nem sequer apareceram ou se preocuparam com o filho, O Hamilton então foi introduzido a possibilidade dele ter um namorado mas nem isso avançou já que nesse ele fala que está solteiro, é incrível como mesmo a família dele tendo sido tão importante na caça as pistas, com uma química incrível eles nunca mais apareceram, em Double-Cross é falado sobre como o Eisenhower foi sabotado e mesmo o Hamilton ficando puto, isso não serve pra nada, eles nem contam pro pai dele. Pra uma série que o tema principal é familia, os autores parecem não dar a minima pras familias deles. O Ian então nem se fala, mesmo sendo alguem que narra bastante dos capitulos, sequer é um personagem a esse ponto. O cara foi desgarrado pelos pais, perdeu a irmã a única família que se importava com ele, a mãe e no final de Doublecross perdeu o pai, ele nunca passa por luto ou nada do tipo, continua do mesmo jeito metido e antes e é até pior pq agora ele simplesmente não tem nenhuma nuance, ele serve só pros autores poderem zoar os britânicos, o que fica só pior pq pelas imagens do atores, os Kabra são claramente indianos, mas ele só fica chamando os britânicos de "meu povo" e sendo todo metido enquanto eles nunca exploram o lado sul-asiático dele. E se o Ian não teve sequer a chance de ter luto por sua familia imagina a Amy que viu o namorado morrer bem na frente dela pra se sacrificar e em menos de duas paginas ela já estava flertando com outro cara. Morte nesses livros não significa nada, não avança o plot ou faz os personagens evoluírem, e só uma estratégia para os autores se livrarem dos personagens quando não sabem mais o que fazer com eles. Mas mesmo com todos defeitos, eu ainda sinto que vou lembrar dessa série com carinho, mesmo ela só me dar raiva pela maior parte, o universo é sim muito interessante e tem um potencial. Praticamente um sandbox e eu amava, esse é o tipo de serie de livros que vc aprecia mais as memorias que a serie em si, jogando e caçando as pistas no site, jogando os mini-jogos, lendo Trust no One e vendo que eles não só vieram pro Brasil mas pra Foz do Iguaçu, a cidade que eu moro. Mesmo mudando para novas histórias, agora com personagens não-brancos que realmente são tratados bem, eu ainda vou me lembrar dessa saga, seja pela largura ou pelo incrivel potencial que a caça as pistas teve.
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