Educar na Curiosidade - A Criança Como Protagonista da Sua Educação

    Catherine L'Ecuyer

    Fons Sapientiae
    2016
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788563042224
    Português Brasileiro

    Como conseguir que uma criança que quieta observando com calma o que a cerca? Como ensiná-la a esperar antes de ter, pensar com motivação para aprender sem medo de se esforçar? Como educar crianças hiperestimuladas pelo volume de atividades ou pelo uso excessivo de dispositivos tecnológicos? Como torná-las protagonistas de sua própria educação? Essas são algumas questões que afligem pais e professores em meio a tantas mudanças e avanços tecnológicos.

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    Caroline Gurgel12/03/2021Resenhou um livro
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    Para sermos pacientes e bons observadores

    Em ‘Educar na curiosidade’, Catherine L’Ecuyer fala, essencialmente, que devemos parar, observar e ser pacientes, para conseguirmos ter a sensibilidade necessária para entender as necessidades de nossos filhos. No início do livro, a ideia de que estímulos podem ser prejudiciais para nossos filhos parece um pouco confusa, contudo, a autora logo deixa claro que fala das telas, dos video games, de uma vida cheia de barulho e informação desnecessária, ou seja, dos superestímulos. Fala da importância de não antecipar etapas e de deixar que a curiosidade da criança pequena seja o motor para seu aprendizado. Contudo, ressalta que uma criança não se educa sozinha, é preciso lhe dar limites e uma estrutura mínima e segura, algo que chama de ‘caos controlado’, para suas descobertas. L’Ecuyer fala da importância do contato com a natureza, de observar o ritmo lento de um caracol ou do crescimento de uma planta, de nunca cair no excesso e no consumismo, de ensinar a criança a esperar e desejar algo. Fala que é preciso dizer não até o fim, sem ceder; que criança precisa de carinho, de mais tempo em família, de menos barulho e de mais silêncio. O capítulo em que fala sobre Beleza - a expressão da bondade e da verdade - é, a meu ver, o mais interessante. Devemos cercar nossas crianças de Beleza, com B maiúsculo mesmo, enriquecer suas vidas com o que há de melhor e protegê-las daquilo que não as convém. É preciso, no entanto, ter cuidado para não cair no artificial e no forçado. O artificial não tem beleza, e se não a tem, não serve para nossos filhos. Como saber se estamos antecipando etapas e superestimulando nossos filhos? Como saber se estamos oferecendo-lhes toda a Beleza da qual necessitam e protegendo-lhes da vulgaridade e mediocridade? A autora diz que é preciso sensibilidade. Para isso, devemos aprender a ouvir, observar, ser paciente, prestar atenção às necessidades das crianças e jamais buscar modelos ou fórmulas prontas. “A beleza não faz feliz a quem a possui, e sim a quem possa amá-la e adorá-la.” (Hermann Hesse) Que saibamos, portanto, ensiná-las a apreciar toda a beleza que as cercam.

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