Blockchain Revolution - How the Technology Behind Bitcoin Is Changing Money, Business, and the World

    Don Tapscott, Alex Tapscott

    Portfolio
    2016
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9780399564062

    Over 30 years, no theorist of the digital age has better explained the next big thing than Don Tapscott. For example, in Wikinomics Tapscott was the first to show how the Internet provides the first global platform for mass collaboration. Now, he writes about a profound technological shift that will change how the world does business--and everything else--using blockchain technology, which powers the digital currency Bitcoin. The Internet as we know it is great for collaboration and communication, but is deeply flawed when it comes to commerce and privacy. The new blockchain technology facilitates peer-to-peer transactions without any intermediary such as a bank or governing body. Keeping the user's information anonymous, the blockchain validates and keeps a permanent public record of all transactions. That means that your personal information is private and secure, while all activity is transparent and incorruptible--reconciled by mass collaboration and stored in code on a digital ledger. With its advent, we will not need to trust each other in the traditional sense, because trust is built into the system itself. Although many opportunities for the blockchain require a digital currency, Bitcoin is only one application of this great innovation in computer science. The blockchain can hold any legal document, from deeds and marriage licenses to educational degrees and birth certificates. Call it the World Wide Ledger. It enables smart contracts, decentralized autonomous organizations, decentralized government services, and transactions among things. The Internet of Everything needs a Ledger of Everything: the blockchain is a truly open, distributed, global platform that fundamentally changes what we can do online, how we do it, and who can participate. Tapscott, writing with his son Alex, a financial analyst and technologist, argues that the blockchain will shape the next era of prosperity--in finance, business, healthcare, education, governance, and beyond.

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    Juliano Freitas da Silva03/12/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Revisão do Livro Blockchain Revolution

    Finalizei há umas semanas a leitura do livro Blockchain Revolution, escrito por Don Tapscott (sim, ele mesmo... um dos autores de Wikinomics!) e seu filho Alex. O livro é bem interessante e traz reflexões relevantes para o momento, relacionadas à tecnologia em Blockchain. Com base em minhas anotações, compartilho algumas reflexões e informações que considerei importantes neste livro, que ainda não está disponível em português. O livro inicia com uma revisão das últimas décadas, discutindo o surgimento de várias tecnologias, como a Internet, WWW, dot-coms, mídias sociais, mobile, Big Data, entre várias outras. No meio deste "entrevero" (como falamos aqui no Sul), houve a tentativa de criação de um tipo de dinheiro virtual, mas que passou quase que desapercebida. Em 1993, um matemático brilhante chamado "David Chaum" propôs um sistema de pagamento virtual, denominado e-Cash, que não se popularizou devido a algumas limitações - mas o fator crucial da sua não utilização foi sem dúvida não ter sido lançado no momento em que o mercado estava preparado para ele. Uma década mais tarde, em 2008, tivemos a criação do Bitcoin por Satoshi Nakamoto e a partir daí a própria disponibilização do protocolo Blockchain como camada adjacente, proporcionado um sistema descentralizado, que faria todo o sentido para o propósito da criptomoeda. A partir daí, a tecnologia Blockchain passou a despertar o interesse do mercado financeiro por si, não necessariamente ligada ao Bitcoin. Foi o início do Blockchain enquanto plataforma. Suas funcionalidades permitiam a criação de uma contabilidade on-line e distribuída, o que poderia ser aplicado a várias necessidades de negócio. Imagine que ao invés de uma companhia centralizada de locação (como o Airbnb), houvesse uma rede distribuída (bAirbnb), que seria essencialmente cooperativa e de propriedade de seus membros, os donos de imóveis. Quando algum locatário necessitar encontrar alguma hospedagem, a aplicação bAirbnb fará o escaneamento da rede construída sobre o protocolo Blockchain de forma a exibir as opções, conforme o critério utilizado. O mesmo conceito poderia ser utilizado para o transporte criando uma espécie de bUber, permitindo o contato direto entre os motoristas e seus clientes, sem a necessidade de intermediários e de seu custo no processo. Já discuti um case semelhante em um artigo anterior que pode ser lido aqui. Em estágio experimental, observamos alguns serviços sendo disponibilizados sobre Blockchain na atualidade, como a Abra. Resumidamente, Abra e outras empresas estão construindo redes de pagamento utilizando Blockchain. Abra se coloca como a forma mais fácil de enviar e receber dinheiro, sem a necessidade de uma conta bancária. Há inclusive opções de obter a transferência em dinheiro espécie, a partir de usuários que se disponibilizam como "tellers" dentro da rede. A transferência ocorre de forma muito rápida e sem custo, independente de localidade e país e, naturalmente, entre países. Neste contexto, temos o BTCjam, que é uma plataforma P2P de empréstimos que utiliza a reputação como base para crédito adicional. Usuários podem conectar seus perfis em redes sociais à plataforma, fornecendo mais informações sobre si, de forma a obter mais recursos dentro da rede. Acredita-se que os serviços Blockchain formarão um ecossistema, chamado pelos autores de "Economia Blockchain". Nela, mais que confiar em grandes companhias e governos, passaremos a confiar na "rede". Pela primeira vez, teremos uma plataforma que assegura confiança em transações e armazena todas as transações de forma irrevogável, sem uma entidade controladora. A possibilidade de criação contratos inteligentes ("Smart Contracts") é tido como ponto central para o interesse na tecnologia Blockchain. A combinação de contratos inteligentes com IoT fornece ainda mais possibilidades. Considere uma fechadura inteligente, conectada à plataforma Blockchain, instalada em um imóvel para locação. A fechadura receberá a informação de pagamento de um possível locatário. Quando o mesmo chegar ao imóvel, seu smartphone pode enviar uma mensagem com a sua chave pública como prova de pagamento e a fechadura será aberta para você. Os proprietários não precisarão entregar chaves físicas neste caso aos inquilinos. A combinação de contratos inteligentes com carros autônomos também habilitará recursos interessantes. Além da plataforma para aluguel, carros autônomos com o uso de contratos inteligentes poderão pagar por seu próprio combustível, negociar seu seguro e negociar os custos em caso de uma colisão. Em suma, qualquer organização poderia fazer uso de contratos inteligentes. Uma vez que o trabalho esteja concluído, o pagamento poderá ser realizado instantaneamente. Mesmo as redes sociais, poderiam ser otimizadas a partir de um protocolo distribuído, podendo garantir aos usuários o controle de seus próprios dados, decidir o que querem disponibilizar e o que não querem. Igualmente, todas as companhias teriam condições de ter acesso uniforme aos dados, conforme as definições e autorizações de cada usuário. Segurança A Segurança da plataforma Blockchain não se resume a não ter ponto central de falhas e confidencialidade. O Blockchain é capaz de assegurar autenticidade e não repúdio com igual consistência. Criptografia é opção mandatória dentro da rede, por exemplo. O não repúdio é garantido a partir do "livro-razão" distribuído, imutável e presente em todos os nodos da rede. A infraestrutura de chave pública impede o "gasto duplo" e também confirma a propriedade de cada moeda em circulação. Cada transação é imutável e não pode ser desfeita. Relacionamento com o Sistema Financeiro Atual Transações no sistema financeiro se tornam cada vez mais complexas. Isso se dá pelo fato não haver uma clara migração de uma tecnologia para a próxima. Observam-se múltiplos sistemas de legado, que impactam diretamente o potencial que novas tecnologias possam prover. A própria tendência de digitalização - passo inevitável para este setor - é diretamente impactada e apresenta um alto custo para essas empresas. Este tipo de impasse faz com que não se possa reduzir o custo de transações, o que em última instância é repassado ao cliente final. Em paralelo, observamos transações em Bitcoin sendo realizadas a um custo muito baixo, em feriados, períodos de fechamento e sem horário limite. Por que ainda toleramos que transferência de valores entre países diferentes demorem vários dias e possuem um custo tão alto? Negociações de ações igualmente demoram de 2 a 3 dias para refletir nas contas correntes relacionadas. Blockchain e Bitcoin podem já hoje realizar estas ações transações em questões de segundos. Com o Blockchain, indivíduos não necessariamente precisam confiar apenas aos bancos a guarda de seus valores financeiros. Com as tecnologias e-Wallet disponíveis, cada usuário poderá ser o seu próprio banco. Vários estudos e implementações experimentais tem sido realizadas no contexto do sistema financeiro. Por exemplo, a NASDAQ vem implementando uma plataforma de trading, chamada Linq. Em Janeiro de 2016, NASDAQ Linq realizou sua primeira transação de trading sobre blockchain. Em 2015, nove dos maiores bancos do mundo anunciaram a criação de uma iniciativa de colaborar na padronização do Blockchain - que denominou-se de R3 Consortium. Atualmente, mais de 70 instituições cooperam no R3, dentre as quais recentemente passou a fazer parte o banco Itaú do Brasil. Em dezembro de 2015, a Linux Foundation com o suporte de várias outras organizações, iniciou o seu próprio projeto relacionado à tecnologias de contratos inteligentes. Esta iniciativa foi chamada de "Hyperledger Project", o qual tem como objetivo principal desenvolver um blockchain maduro para ser utilizado em plataformas de negócio. A oportunidade de uso do blockchain neste segmento é justamente a possibilidade de realizar transações de forma segura e end-to-end, com o potencial para reduzir custos, aumentar a eficiência e mitigar riscos a partir da segurança garantida pela camada subjacente. Governança Governança é um fator crítico de sucesso para a popularização da tecnologia Blockchain. Assim como temos a IETEF governando padrões técnicos no contexto da Internet, é importante considerarmos um órgão não privado realizando o mesmo trabalho para a tecnologia Blockchain. Vint Cerf, um dos cocriadores da Internet, sugere, que um bom início seria criar um grupo de interesse no contexto do IETF, por exemplo.

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