A premissa é: Frankie Presto, cantor e violonista famoso que estava fora dos palcos a anos, volta para aquela que seria sua ultima apresentação. O livro então intercala entrevistas durante o funeral de Frankie com cantores, compositores e produtores que foram marcados por sua presença, como uma espécie de homenagem. Em contrapartida acompanhamos a formação de Frankie, ou Franscisco, desde o seu nascimento em Villareal até a fama nos EUA.
Assim como Daisy Jones, consegui imaginar Frankie Presto existindo de fato. Com personalidades reais da música aparecendo ao longo do livro essa sensação só aumentou. Esse livro veio para confirmar um gosto recém descoberto por livros que tem relação com música .
A narradora(tirando as partes de entrevista) da história é a Música, que veio buscar a alma de seu filho predileto. Uma entidade que tem uma relação de amor por seus "filhos", aqueles que nascem com uma parte de si. E de ódio por aqueles que não compreendem o seu poder. Incrível como o autor conseguiu dar personalidade para a Música, nunca imaginei ela sendo amorosa, irônica e muitas vezes, possesiva. Tendo opinião formada sobre assuntos que para nós é familiar em relação a musica como amor, carreira, drogas, entre outros. E tudo isso é bem desenvolvido em paralelo a história de Frankie. As partes em que ela é a narradora são as melhores, balanceada entre humor e drama de forma perfeita.
"Eu tenho o poder de fazer você recordar-se das coisas. Absorvo suas memórias: quando me ouve, você revive lembranças. Uma primeira dança. Um casamento. A canção que tocava quando você recebeu uma grande notícia. Nenhum outro talento proporciona uma trilha sonora para sua vida. Sou a Música. Marco o tempo."
O elemento fantástico na história, as cordas, é sempre bem discreto mas muito significativo em todos os momentos que aparece. E as partes mais tristes e delicadas.
É bom quando falamos de algo que gostamos muito, mas vou parar por aqui se não vira textão( ou já virou? Kkk). Livraço, mais um para os favoritos.